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Deputado do DEM justifica apoio ao ajuste fiscal

Ex-presidente nacional do DEM e crítico da gestão do PT no Palácio do Planalto, Rodrigo Maia foi um dos oito deputados do DEM que votaram a favor da Medida Provisória 665, que altera regras trabalhistas, aprovado nessa quarta-feira, 6, na Câmara; "Eu quis garantir na verdade um voto de confiança ao ministro da Fazenda [Joaquim Levy] e ao presidente Michel Temer, muito mais do que um voto de confiança a ela [Dilma]", disse; apoio se deu após negociação que teve a participação do vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM)

Ex-presidente nacional do DEM e crítico da gestão do PT no Palácio do Planalto, Rodrigo Maia foi um dos oito deputados do DEM que votaram a favor da Medida Provisória 665, que altera regras trabalhistas, aprovado nessa quarta-feira, 6, na Câmara; "Eu quis garantir na verdade um voto de confiança ao ministro da Fazenda [Joaquim Levy] e ao presidente Michel Temer, muito mais do que um voto de confiança a ela [Dilma]", disse; apoio se deu após negociação que teve a participação do vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) (Foto: Aquiles Lins)

247 - O deputado federal Rodrigo Maia, ex-presidente do DEM e um dos principais críticos da gestão do PT no Palácio do Planalto, defendeu nesta quinta-feira, 7, seu voto a favor da Medida Provisória 665, que altera regras trabalhistas, aprovado nessa quarta-feira, 6, na Câmara.

"O Brasil iria quebrar hoje", afirmou o deputado, filho do ex-prefeito do Rio Cesar Maia, na manhã desta quinta-feira (7). Ele afirma que, além disso, quis garantir um voto de confiança ao ministro Joaquim Levy (Fazenda) e ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), que, segundo ele, são quem de fato comandam a nação atualmente.

"Eu quis garantir na verdade um voto de confiança ao ministro da Fazenda [Joaquim Levy] e ao presidente Michel Temer, muito mais do que um voto de confiança a ela [Dilma], até porque ela não participa de mais nada disso, a articulação é do Michel Temer e o comando dele, Joaquim Levy. E o Joaquim tem muita convergência com um partido como o nosso, que tem uma linha mais liberal na economia", afirmou.

O DEM deu 8 de seus 22 votos para o governo, apesar da comandar uma ferrenha oposição ao projeto. O inusitado apoio se deu após negociação que teve a participação de Temer, o articulador político do governo, e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

"Encontro com o Michel Temer toda semana quase, há muitos anos. Outros deputados, do governo e da oposição, tiveram com o Temer. É natural que o coordenador do governo explique as medidas aos deputados que tenham intenção de votar e os convença ou não a votar. Certamente alguns ele chamou e não convenceu, até porque o resultado foi muito aquém do que o governo esperava. O estranho é votar algo do qual você não esteja convencido. Eu, por exemplo, há um mês fiz um jantar para o Joaquim Levy com quatro ou cinco deputados da bancada para que ele tivesse o direito de convencer alguns, para explicar qual é a situação do Brasil, que é muito ruim", afirmou.