‘Desautorizar o STF a julgar denúncia é virar as costas para o povo’
O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) considera que a defesa de Michel Temer não conseguiu "desconstruir" a denúncia contra o peemedebista, o primeiro presidente da história do País denunciado por corrupção; "A sociedade tem o direito de saber se o presidente praticou esses atos, não podemos impedir que a sociedade participe desse julgamento. Se desautorizarmos o Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar essa denúncia, se matarmos essa denúncia aqui, estaremos virando as costas para o povo brasileiro", disse; pesquisa Datafolha apontou que o governo Michel Temer tem aprovação de apenas 7%, a menor taxa de aprovação desde 1989
Rio 247 - O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) considera que a defesa de Michel Temer não conseguiu "desconstruir" a denúncia contra o peemedebista, o primeiro presidente da história do País denunciado por corrupção. "A sociedade tem o direito de saber se o presidente praticou esses atos, não podemos impedir que a sociedade participe desse julgamento. Se desautorizarmos o Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar essa denúncia, se matarmos essa denúncia aqui, estaremos virando as costas para o povo brasileiro", considerou o petista. Se a denúncia passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) e for ao plenário da Casa, são necessários pelo menos 342 votos para que o STF analise o caso.
Temer, através de sua assessoria, negou impedir o avanço da Lava Jato, e classificou as gravações da JBS como "clandestinas" e "manipuladoras".
Menor popularidade em 28 anos
Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no último dia 24 mostra que o governo Michel Temer tem aprovação de apenas 7% da população brasileira. É a menor taxa de aprovação desde 1989, quando o então presidente José Sarney (PMDB) obteve 5%.
O governo Temer é considerado ruim ou péssimo por 69% do eleitorado e regular por 23%. Dois meses antes, a sua taxa de ruim e péssimo estava em 61% e a de ótimo ou bom, em 9%. Aqueles que o consideraram regular somavam 28% no final de abril.
Segundo o Datafolha, a situação de Temer é pior que a de Dilma Rousseff (PT) às vésperas de ela sofrer impeachment. Em abril de 2016, a petista tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação.
O levantamento apontou, ainda, que
83% da população brasileira quer realização de eleições diretas para presidente, com a saída de Michel Temer. Apenas 12% se dizem a favor de que o Congresso Nacional escolha o sucessor de Temer.
O levantamento revela também que 76% dos brasileiros querem que Temer renuncie ao cargo, enquanto 20% defendem a permanência do peemedebista. Para 65%, o melhor para o País é que Temer deixe o Palácio do Planalto imediatamente, contra 30% que defendem que ele termine o mandato.
Caso Temer não renuncie ao cargo, a maioria absoluta de 81% da população defende que o Congresso inicie um processo de impeachment para retirá-lo do cargo. A Câmara dos Deputados, responsável por instaurar o processo de impeachment, já recebeu vários pedidos contra Temer, entre eles protocolados pela Ordem dos Advogados do Brasil e por partidos como a Rede e PSOL.
A pesquisa da Datafolha foi realizada entre os dias 21 e 23 de junho, com 2.771 entrevistados em 194 cidades. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.