Desembargador que destratou guardas municipais tem fazendas e integra clã latifundiário em SP

Desembargador que humilhou guardas municipais em Santos (SP), Eduardo Almeida Prado Rocha Siqueira tem fazenda de criação leiteira de bovinos na região de Birigui, no oeste paulista. Também aparece como proprietário de uma fazenda onde produz juta e milho

Desembargador Eduardo Siqueira
Desembargador Eduardo Siqueira (Foto: Reprodução)
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247 - O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Eduardo Almeida Prado Rocha Siqueira é de uma família, com origens em Itu e Jaú,  e que tem influência política no estado, sendo considerada descendente dos primeiros colonizadores do Brasil. Além da carreira jurídica, Siqueira e Francisco, irmão dele, são proprietários rurais, donos de uma fazenda de criação leiteira de bovinos na região de Birigui, no oeste paulista. A sociedade para negócios na área rural foi formalizada em 2006, dois anos antes de Siqueira se tornar desembargador. 

O magistrado arrumou confusão ao ser multado pelos agentes por descumprir um decreto municipal sobre uso obrigatório de máscaras faciais. Ele chamou o guarda de 'analfabeto', rasgou a multa e jogou o papel no chão. 

De acordo com o site De Olho nos Ruralistas, o integrante do TJ-SP também aparece como proprietário de uma fazenda onde produz juta e milho, em Birigui. Essa empresa foi criada em 2015.

A disputa por terras terminou em sangue no ano de 2011, quando Francisco Miranda de Almeida Prado, não o irmão de Siqueirinha, foi acusado de matar duas irmãs em Jaú, na disputa pela herança.

Depois do episódio com os guardas, a Corregedoria Nacional da Justiça (CNJ) pediu apurações sobre o caso e o desembargador terá um prazo de 15 dias para prestar esclarecimentos.

Segundo a desembargadora do TJ-SP Maria Lúcia Pizzotti, Siqueira pode ter cometido abuso de autoridade, injúria e desacato e tráfico de influência.

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