Ditadura da minoria na Rio Branco vira fio da mídia

Até então queridinhos da mídia tradicional, manifestantes que ocupam e acampam na Câmara Municipal começam, finalmente, a serem vistos como o que são: poucos, bagunceiros e autoritários; transtorno provocado na vida do Rio, ontem, levou jornal O Globo, finalmente, a contar número dos que protestam; entre aqueles duzentos e seu público, o veículo dos três Marinho, ainda que momentaneamente, acordou

Até então queridinhos da mídia tradicional, manifestantes que ocupam e acampam na Câmara Municipal começam, finalmente, a serem vistos como o que são: poucos, bagunceiros e autoritários; transtorno provocado na vida do Rio, ontem, levou jornal O Globo, finalmente, a contar número dos que protestam; entre aqueles duzentos e seu público, o veículo dos três Marinho, ainda que momentaneamente, acordou
Até então queridinhos da mídia tradicional, manifestantes que ocupam e acampam na Câmara Municipal começam, finalmente, a serem vistos como o que são: poucos, bagunceiros e autoritários; transtorno provocado na vida do Rio, ontem, levou jornal O Globo, finalmente, a contar número dos que protestam; entre aqueles duzentos e seu público, o veículo dos três Marinho, ainda que momentaneamente, acordou (Foto: Felipe L. Goncalves)
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Marco Damiani _247 – Virou o fio. Contando inicialmente com a simpatia da mídia tradicional, que tratou a ocupação da Câmara Municipal por cerca de dez pessoas e o acampamento diante da Casa realizado por outras dez como uma extensão das manifestações de massa contra os aumentos nas tarifas de ônibus, a balbúrdia criada em torno da CPI dos Ônibus perdeu o charme.

O passo errado dos líderes políticos desse movimento, consumado no fechamento, por um grupo de 200 pessoas, da Avenida Rio Branco, no coração da cidade, por cerca de sete horas, ontem, é o momento decisivo dessa virada.

A primeira página do jornal O Globo desta sexta 16 representa o ponto de inflexão da mídia no tratamento editorial dado à ocupação e ao acampamento, de onde saiu a inspiração para o boicote ao trânsito da cidade.

Antes de bloquear a Rio Branco e, em consequência, provocar atrasos em compromissos de incontáveis cidadãos, despertando neles frustração e uma compreensível raiva, os integrantes desse protesto haviam cuspido sobre vereadores, jogados ovos em funcionários públicos e xingado a plenos pulmões qualquer um que discordasse de seu posicionamento. Um dos que vivem dentro da Câmara desde a sexta 9 até defecou sobre uma mesa do prédio histórico.

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A todas essas atitudes, a mídia tradicional, especialmente o jornal O Globo, dominante nas bancas da cidade, dedicou importância relativa e economia nas críticas. Entre algumas notas irônicas e pouco destaque em sua primeira página, o jornal dos três Marinho optou por olhar o episódio com um distanciamento crítico oportunista. Tornou-se interesse das Organizações Globo torcer pelo crescimento do movimento, montado para enfraquecer, de uma só vez, os políticos em geral e instituições em particular, como a própria Câmara e a Prefeitura. Com todos mais fracos, essa mídia, ao ser poupada, sairia mais forte, calcularam os estrategistas das Organizações.

No entanto, o próprio movimento se encarregou de acabar com esse namoro. A tomada da Rio Branco por 200 pessoas incomodou diretamente a grande maioria da cidadania, que sentiu os efeitos do boicote ao funcionamento normal da cidade. Sem prévio aviso, como ocorreu nas manifestações de massa, cujos itinerários foram divulgados antecipadamente para que as pessoas que não participassem pudessem encontrar alternativas de locomação, o bloqueio não passou de um golpe contra a cidade.

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No incômodo provocado, que não deu para não deixar de ser percebido por todos, os que protestaram no meio do asfalto, ontem, conseguiram virar o enfoque da mídia tradicional, que lhes era favorável, contra si mesmos. A partir de agora, talvez, a cobertura de assuntos como a postura dos grupelhos políticos sobre a democracia representativa, além da própria CPI dos Ônibus, passem a ter uma cobertura equilibrada, na qual eles não sejam vistos como heróis do movimento de massas e, sim, como o que são: uma minoria bagunceira e com tendência à violência.

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