Doria diz que toda população do estado de São Paulo será vacinada até o fim do ano

Segundo o governador de São Paulo, toda população do estado estará vacinada até o fim do ano e está garantida a segunda dose para todas

João Doria
João Doria (Foto: © Sergio Andrade/Governo do Estado de São Paulo)
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247 - A população do estado de São Paulo "será vacinada até o fim do ano". Foi o que afirmou nesta terça-feira (2) o governador João Doria (PSDB) em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar no UOL.

"Vamos seguir o plano nacional de imunização. E onde o plano nacional não atuar, o plano estadual vai", afirmou Doria. São Paulo está imunizando a população com doses da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que poderá ser produzida pelo Instituto Butantan, e também com a vacina de Oxford/AstraZeneca. 

Doria criticou a exclusão dos quilombolas do grupo dos prioritários para a vacinação. Ele apontou que a exclusão deveu-se a uma ação do Ministério da Saúde, que teria retirado os quilombolas da fase inicial do PNI (Plano Nacional de Imunização), e determinou a inclusão do grupo no plano estadual: "Por que a exclusão dos quilombolas? Só por que são negros, são pobres, não podem bajular o presidente Jair Bolsonaro?".

Sobre o risco de faltarem doses para a segunda aplicação das vacinas —tanto a Coronavac como a vacina de Oxford requerem uma segunda dose —, Doria garantiu que o estado não enfrentará esse problema. "Aqui não há risco. Teremos a segunda dose para todos que tomaram a primeira", afirmou.

Para o governador de São Paulo, o Butantan está "sustentando" a vacinação até agora no país, mas é preciso investir na aquisição de mais vacinas. O tucano disse ainda que o governo federal "errou feio" ao apostar em uma única vacina, a de Oxford.

"Nós precisamos que o governo federal forneça mais vacinas", declarou. "O governo federal errou, e errou feio, ao escolher uma vacina. Hoje, o que sustenta o programa nacional é a vacina do Butantan, que chegou a ser proibida pelo presidente Jair Bolsonaro. Esse é o enfrentamento. Precisamos de mais vacinas", afirmou.

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