Sudeste

'É uma tragédia a Baía de Guanabara não estar limpa'

A limpeza da Baía de Guanabara seria o projeto de maior retorno social e econômico para o Rio de Janeiro, apontou o economista e especialista do Instituto Millenium, José Márcio Camargo; em resposta, o secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Julio Bueno, informou que este problema deve ser resolvido com um projeto de Parceria Público-Privada (PPP), que ainda está em fase de estudo; "É uma tragédia a gente não ter a Baía de Guanabara limpa", disse; "A agenda é do século 19. É um dever de casa que a gente precisa fazer"

A limpeza da Baía de Guanabara seria o projeto de maior retorno social e econômico para o Rio de Janeiro, apontou o economista e especialista do Instituto Millenium, José Márcio Camargo; em resposta, o secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Julio Bueno, informou que este problema deve ser resolvido com um projeto de Parceria Público-Privada (PPP), que ainda está em fase de estudo; "É uma tragédia a gente não ter a Baía de Guanabara limpa", disse; "A agenda é do século 19. É um dever de casa que a gente precisa fazer" (Foto: Leonardo Lucena)

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Pamela Mascarenhas, Jornal do Brasil - A limpeza da Baía de Guanabara seria o projeto de maior retorno social e econômico para o Rio de Janeiro, apontou o economista e especialista do Instituto Millenium, José Márcio Camargo, nesta terça-feira (26), em evento que buscava apontar soluções para a crise econômica do Estado. Em resposta, o secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Julio Bueno, informou que este problema deve ser resolvido com um projeto de Parceria Público-Privada (PPP), que ainda está em fase de estudo. "É uma tragédia a gente não ter a Baía de Guanabara limpa", disse o secretário. "A agenda é do século 19. É um dever de casa que a gente precisa fazer", completou.

Para José Márcio Camargo, o "coração" da região que ele classifica como "Triângulo Mágico", que vai de Paraty até a Serra Fluminense, passando pela capital, é a Baía de Guanabara. Se apenas a sua despoluição fosse garantida, as perspectivas de geração de riquezas sociais e econômicas já seriam muito maiores. "Nós não fomos capazes de usar a Olimpíada (de 2016) para executar esse projeto", lamentou. "A gente está desperdiçando uma grande riqueza."

Com o fracasso dos projetos lançados para garantir a despoluição da Baía de Guanabara até a Olimpíada do ano que vem, o governo do Estado está para lançar um outro projeto, uma Parceria Público-Privada (PPP) de saneamento para a Baixada e Leste Fluminense, em fase de estudo pelo BNDES. O edital deve sair entre outubro e novembro deste ano, informou Julio Bueno ao JB. O prazo para que a Baía fique efetivamente limpa ainda está sob discussão interna no governo do Estado.

"Eu não acho que a gente consiga fazer água em menos de cinco anos, e saneamento básico completo em 10 anos. Isso não quer dizer que a Baía não fique limpa em quatro anos", comentou o secretário, após o evento promovido pelo Instituto Millenium, Instituto de Formação de Líderes e pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), no Centro do Rio de Janeiro.

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Com a aproximação da Olimpíada, o fracasso do projeto de despoluição da Baía de Guanabara tem ganhado maior espaço no debate público. Na semana passada, ambientalistas, entidades e representantes do município, em reunião organizada pela OAB-RJ, sugeriram que o governo estadual e o Ministério Público Federal deveriam firmar um Termo de Ajustamento de Conduta para pactuar esforços que garantam a despoluição da Baía de Guanabara, com a apresentação de um cronograma físico-financeiro para a execução das obras necessárias.

Além do secretário Julio Bueno e do economista José Márcio Camargo, participaram do evento "Propostas inovadoras: Tornando o Rio mais atrativo para os negócios" o vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos Fernando Gross; e o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Antenor Barros Leal.

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