Eike agora é dono de gigante de energia

A MPX de energia une-se multi global E.ON; contrato definitivo foi assinado nesta quarta-feira; potencial de capacidade de gerao de energia total de 20 GW, o dobro planejado para usina de Belo Monte; eles esperam contar com aporte financeiro do BNDES

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247 com agências - A MPX, empresa de energia do Grupo EBX, de Eike Batista, e a multi global E.ON AG, sediada em Stutgart na Alemanha, anunciaram nesta quarta-feira (18) a assinatura dos contratos definitivos para a criação de uma joint-venture, em parte iguais, para formar a maior empresa privada de energia do Brasil. Juntas, as companhias irão desenvolver projetos de geração de energia convencional e renovável, bem como atividades de suprimento e comercialização no Brasil e no Chile. A parceria poderá ser a maior empresa privada de energia no país. 

 

Pelo acordo, a MPX vai levantar R$ 1 bilhão por meio de aumento de capital em que a E.ON vai participar no final com cerca de R$ 850 milhões. Com isso, a alemã assumirá participação de 10% na empresa de energia brasileira. A expectativa é que a operação seja concluída no segundo trimestre deste ano e que a aliança produza uma empresa com capacidade de geração total de 20 GW.

 

A MPX entregará ao novo empreendimento 50% sua carteira de negócios sem contrato de compra e venda e a E.ON terá a opção de comprar parte das ações adicionais do Porto do Açú, empreendimento de Eike que está sendo erguido no norte do estado do Rio de Janeiro.

Em janeiro deste ano, as duas empresas assinaram um termo de compromisso para formar a parceria estratégica. Hoje aconteceu a conclusão das negociações finais, incluindo o acordo sobre a nova estrutura organizacional e confirmação dos princípios operacionais desenhados no início do ano. A MPX possui 11.000 MW de projetos já licenciados que serão parcialmente aportados para a JV. 

Para concluir o processo de estabelecimento da JV, algumas etapas relativas às questões financeiras e legais precisam ser finalizadas. Os trabalhos estratégicos já começaram e as duas empresas preveem que as ações em andamento sejam concluídas por volta de junho. A MPX e a E.ON esperam fechar a transação em torno de julho deste ano, quando as atividades serão iniciadas para fortalecer e assegurar a produção de energia para o Brasil e Chile.

(com informações da Agência Rio)

 

“A conclusão com êxito desta etapa nos deixa mais confiantes de que esta parceria estratégica com a E.ON nos ajudará a crescer de forma rápida e com competência técnica. A MPX e a E.ON têm uma enorme sinergia. Possuímos amplo conhecimento do mercado brasileiro e 14.000 MW em projetos já licenciados, dos quais 11.000 MW serão desenvolvidos em parceria com a JV. Já a nossa parceira E.ON tem grande expertise em geração de energia, operando 69.000 MW no mundo, em gás, carvão e energia renovável”, afirma Eike Batista, Presidente do Conselho de Administração da MPX.

 

“Hoje tivemos um importante marco para o desenvolvimento da E.ON como uma empresa internacional de energia. Ao criar a maior empresa privada de energia do Brasil, em parceria com a MPX, alcançaremos nosso objetivo estratégico de estabelecer uma posição significativa no país, um de nossos mercados-alvos. Assim que as etapas da transação forem concluídas, podemos colocar em prática a nossa visão de criar valor em energia térmica e renovável, no Brasil e no Chile. Com a nossa combinação de expertise e recursos, nos construiremos um negócio de sucesso juntos, que irá assegurar suprimento eficiente de energia para os consumidores desses países.”, afirma Johannes Teyssen, CEO da E.ON AG

Em 12 de janeiro os dois grupos anunciaram a intenção de desenvolver a nova gigante privada no setor de geração de energia. Eles já esperavam contar com recursos do recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aporte financeiro. As empresas pretendem atingir uma capacidade de geração de 20 gigawatts (GW), mas prazo ainda não foi divulgado. A MPX tem licença para desenvolver 11 GW em projetos térmicos, números que chegam um pouco mais da metade do planejado para a usina de Belo Monte - geração de forma estável, 11,3 GW.

Eike, acionista majoritário da MPX, disse em janeiro que o investimento necessário para desenvolver os 11 gigawatts (GW) de projetos térmicos licenciados da empresa seria de cerca de US$ 22 bilhões.

O presidente da E.ON, Johannes Teyssen, afirmou na época que as empresas planejam contar com financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver os projetos.

Segundo Karrer, da MPX, a empresa continuará visando os mercados de energia regulado e livre. "Os projetos que temos são altamente competitivos", disse.

A OSX (OSXB3), empresa de estaleiros do grupo de Eike Batista, recebeu US$ 227,9 milhões referentes ao empréstimo-ponte concedido pelo BNDES. O empréstimo se destina à construção da Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu), no Complexo Industrial do Açu, em São João da Barra (RJ) que teve as obras iniciadas em julho de 2011. Este empréstimo tem prazo de 18 meses e taxa de aproximadamente 5,4% ao ano.

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