Em ação violenta, bandidos invadem albergue na zona sul, roubam e trancafiam 25 hóspedes no banheiro

Crime ocorreu muito cedo, no domingo, por volta das 6h30; entre as vtimas, turistas espanhis

Cinco homens armados com pistolas e revólveres invadiram o albergue Arco Verde, na Ladeira do Leme, que cruza o Morro São João, entre os bairros de Botafogo e Copacabana, na zona sul do Rio, e assaltaram os cerca de 25 hóspedes que estavam lá. Alguns relataram que houve violência, dizendo que foram amarrados no banheiro e que sofreram tapas no rosto e coronhadas na cabeça.

O crime ocorreu por volta de 6h30, quando muitos hóspedes estavam dormindo. A maioria deles eram brasileiros, mas havia turistas da Espanha, de Israel e um grupo de franceses, que decidiu deixar o País o mais rápido possível. Os assaltantes renderam funcionários e fizeram a limpa nos quartos depois de prender hóspedes no banheiro - eles tiveram mãos e pés amarrados com fitas e fios improvisados. Os ladrões levaram laptops, celulares, documentos, roupas, dinheiro, etc. Alguns turistas perderam ingressos para shows do Rock in Rio, roubados na ação.

Uma mulher que se identificou como dona do Arco Verde impediu a entrada de jornalistas no albergue e não quis dar entrevista. "Não tenho condições de falar agora", disse ela, pela manhã. De acordo com o funcionário da recepção Leopoldo Ataíde, de 68 anos os assaltantes entraram pulando um muro nos fundos da casa, onde há uma trilha que leva à favela da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. O hotel não tinha vigia nem câmeras, mas um policial informou que vai analisar imagens de câmeras de um prédio próximo para tentar identificar os criminosos. A ação durou cerca de meia hora e eles usaram dois carros para fugir.

Com a fachada mal conservada, o albergue fica em um local de pouco movimento, perto de uma área militar, no alto do morro. A diária custa R$ 80 e havia dois quartos alugados por R$ 700, no último andar da casa, uma construção antiga. Um dos locatários disse que o albergue começou a funcionar há pouco mais de dois anos. Os hóspedes foram levados para a Delegacia de Atendimento a Turistas (Deat), onde não havia delegado de plantão até meio-dia. Muitos depoimentos foram tomados no balcão de atendimento da delegacia. Jornalistas foram expulsos e o trabalho da imprensa foi impedido no local.

 

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