Em duas horas, Rio recebeu quase a metade da chuva prevista para março

A chuva registrada na noite de sábado (12) foi 45% do que era esperado para todo o mês de março; é o que apontam os dados do Sistema Alerta Rio. As zonas Norte, Sul e Centro foram as áreas mais afetadas; a tempestade foi concentrada entre 19h e 21h; nesse intervalo de duas horas, os índices pluviométricos registrados nas estações Alto da Boa Vista (165,8mm) e Tijuca/Muda (123,2mm) foram considerados históricos para a região; em apenas 60 minutos, choveu na cidade do Rio o equivalente a seis horas do último temporal registrado em algumas cidades da região metropolitana de São Paulo, na última quinta-feira

A chuva registrada na noite de sábado (12) foi 45% do que era esperado para todo o mês de março; é o que apontam os dados do Sistema Alerta Rio. As zonas Norte, Sul e Centro foram as áreas mais afetadas; a tempestade foi concentrada entre 19h e 21h; nesse intervalo de duas horas, os índices pluviométricos registrados nas estações Alto da Boa Vista (165,8mm) e Tijuca/Muda (123,2mm) foram considerados históricos para a região; em apenas 60 minutos, choveu na cidade do Rio o equivalente a seis horas do último temporal registrado em algumas cidades da região metropolitana de São Paulo, na última quinta-feira
A chuva registrada na noite de sábado (12) foi 45% do que era esperado para todo o mês de março; é o que apontam os dados do Sistema Alerta Rio. As zonas Norte, Sul e Centro foram as áreas mais afetadas; a tempestade foi concentrada entre 19h e 21h; nesse intervalo de duas horas, os índices pluviométricos registrados nas estações Alto da Boa Vista (165,8mm) e Tijuca/Muda (123,2mm) foram considerados históricos para a região; em apenas 60 minutos, choveu na cidade do Rio o equivalente a seis horas do último temporal registrado em algumas cidades da região metropolitana de São Paulo, na última quinta-feira (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - A chuva registrada na noite de sábado (12) foi 45% do que era esperado para todo o mês de março. É o que apontam os dados do Sistema Alerta Rio. As zonas Norte, Sul e Centro foram as áreas mais afetadas. A tempestade foi concentrada entre 19h e 21h. Nesse intervalo de duas horas, os índices pluviométricos registrados nas estações Alto da Boa Vista (165,8mm) e Tijuca/Muda (123,2mm) foram considerados históricos para a região. Em apenas 60 minutos, choveu na cidade do Rio de Janeiro o equivalente a seis horas do último temporal registrado em algumas cidades da região metropolitana de São Paulo, na última quinta-feira.

A chuva forte deste sábado foi provocada por um núcleo que se formou sobre o Maciço da Tijuca e ganhou força rapidamente, intensificado pela passagem de uma frente fria no oceano. A área de instabilidade permaneceu estacionada, favorecendo a concentração da tempestade nas zonas Sul e Norte do Rio. O município ficou em Estágio de Crise das 20h de sábado às 3h de domingo. Foi o primeiro acionamento desde a criação do novo protocolo, implantado em outubro de 2014. O Estágio de Crise é o terceiro nível em uma escala de três e significa chuva forte a muito forte, podendo causar alagamentos e deslizamentos.

Para atuar nas áreas atingidas pela chuva, a Prefeitura do Rio montou uma força-tarefa com cerca de 800 funcionários que já estão nas ruas nesse domingo (13) para trabalhar na limpeza e vistoria das áreas castigadas pelo temporal. Fazem parte da operação equipes da Secretaria de Conservação, Defesa Civil, Guarda Municipal, Comlurb e da CET Rio.

"A gente pede que os cidadãos fiquem atentos aos boletins do Centro de Operações e que acreditem nessas informações. Muitas vezes eu peço que o pessoal não se desloque quando há chuvas fortes, pois é melhor ficar parado esperando. Não se arriscar é fundamental. E, principalmente, que as pessoas que estão em área de risco respeitem as sirenes, que estão ali para salvar vidas", explicou o prefeito Eduardo Paes.

O Sistema de Alerta e Alarme Comunitário da Prefeitura do Rio foi acionado ontem em 40 comunidades: Andaraí, Borel, Cachoeirinha, Chácara do Céu, Chacrinha, Cotia, Espírito Santo, Formiga, Jamelão, Julio Otoni, Ladeira dos Tabajaras, Macacos, Matinha, Matriz, Morro do Céu/ Pretos Forros, Nossa Senhora da Guia, Nova Divinéia, Ocidental Fallet, Ouro Preto, Parque João Paulo II, Parque Nova Maracá, Parque Silva Vale, Parque Vila Isabel, Pavão-Pavãozinho, Prazeres, Rocinha, Brício de Moraes, Salgueiro, Santa Alexandrina/ Paula Ramos, Santa Marta, Santos Rodrigues/ Azevedo Lima, São Carlos, São João, Tuiuti/ Telégrafos, Unidos de Santa Tereza, Urubu, Vidigal, Vila Cabuçu/ Barro Preto e Vila Pereira da Silva.

Por medida de segurança, as vias da Praça da Bandeira foram fechadas ao tráfego por técnicos da CET-Rio. Os reservatórios da Praça Niterói e da Praça da Bandeira atingiram a capacidade máxima. Após o temporal, o sistema de bombeamento foi acionado para auxiliar a drenagem da água. Uma hora e meia depois da chuva o trânsito já tinha sido liberado.

Enquanto todas as obras não forem concluídas, o sistema de controle de enchentes da Grande Tijuca não estará operando plenamente. O sistema inclui os reservatórios da Praça da Bandeira e da Praça Niterói (três reservatórios), ambos já em operação; o da Praça Varnhagen, em construção; e as obras de desvio do Rio Joana, em andamento.

O reservatório da Praça Varnhagen, que armazenará até 43 milhões de litros, será concluído no segundo trimestre de 2016, assim como as obras de desvio do Rio Joana, que contam com o maior túnel de drenagem do país, com 2.400 metros, sendo 1.700 metros em rocha e 700 metros em solo.

Sobre a Praça da Bandeira, Paes explicou que a prefeitura bloqueou os acessos ao local assim que o piscinão do bairro alcançou 70% de capacidade, devido ao risco de vazamento:

- A Praça da Bandeira foi fechada antes de o piscinão começar a vazar, para que os carros não ficassem ali parados no meio da água, isso a gente conseguiu evitar. Quando essas obras estiverem prontas, aí sim o sistema estará funcionando plenamente. Já melhorou, não é qualquer chuva que alaga hoje a Praça da Bandeira. Mas desde que nós inauguramos o primeiro piscinão tenho deixado muito claro que a solução definitiva ainda não está dada. Ainda existe risco, dependendo do nível de chuva, de alagar a Praça da Bandeira.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247