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Empresário é morto com 23 tiros em abordagem da PM após voltar de festa no Rio

Segundo relatos, Daniel estava em uma picape com três amigos, retornando de um pagode

Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, tinha uma loja de produtos eletrônicos na região e voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado (Foto: Reprodução)

247 - O empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio. O caso foi divulgado pelo g1 e está sob investigação das autoridades.

Segundo relatos, Daniel estava em uma picape com três amigos, retornando de um pagode, quando o veículo foi interceptado por policiais do 41º BPM. Durante a ação, o empresário foi atingido por disparos e não resistiu aos ferimentos.

Familiares contestam a versão da abordagem e afirmam que não houve qualquer reação por parte dos ocupantes do veículo. Em declaração, a irmã da vítima criticou a ação policial: “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado, desse Estado despreparado que atira para matar”.

A mãe de Daniel também relatou indignação com a conduta dos agentes no local. “Eu vi o despreparo. Eu vi todos os policiais aqui parados, vendo o absurdo que eles tinham feito”, afirmou.Em nota, a Polícia Militar informou que realizava patrulhamento na região quando abordou o veículo, mas não detalhou o motivo da ação. A corporação confirmou que um homem foi baleado durante a ocorrência, mas não divulgou oficialmente o número de disparos efetuados.

A Polícia Civil realizou perícia no local, e o caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer as circunstâncias da abordagem e o que levou à morte do empresário.

A Polícia Militar também informou que instaurou um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes envolvidos. O corpo de Daniel foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).Morador da Pavuna há mais de duas décadas, o empresário deixa esposa e uma filha de quatro anos. O caso reacende o debate sobre abordagens policiais e uso da força em operações nas áreas urbanas do Rio de Janeiro.