Erir faz revolução na PM e troca 13 comandantes

Com a misso quase impossvel de limpar, renovar e unir a PM, novo comandante-geral troca numa s tacada 13 comandos da corporao; corruptos, achadores e maus policiais na linha tiro; o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho vai conseguir?

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 – Numa atitude inédita, corajosa e profilática, o novo comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho mostrou ao que veio logo em seu primeiro dia de trabalho. Na sexta-feira 30, ele determinou a troca de nada menos que 13 comandos da corporação. Nem mesmo a chefia das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) continuará a mesma: o coronel Rogério Seabra Martins dará lugar ao coronel Robson Rodrigues da Silva. Já foram afastados o coronel Álvaro Garcia (ex-comandante interino da PM e ex-chefe do Estado-Maior), o coronel Marcus Jardim (do 3º Comando de Policiamento de Área, Baixada), o coronel Paulo Mouzinho (1º CPA, capital menos Zona Oeste), o coronel Ricardo Quemento (Diretoria de Finanças), o coronel Sérgio (do Serviço Reservado) e outros. Além deles, entregaram os cargos o coronel Carlos Milan (do Estado-Maior Administrativo) e o coronel Carlos Milagres (chefe de Gabinete). Sete coronéis, que estavam na cúpula, sequer vão ganhar novos cargos. Eles ou serão reformados, ou irão para a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), conhecida como "geladeira".

Com quase 40 anos de atuação na PM, o coronel Erir conhece a corporação como a palma da mão. Assim que assumiu o cargo, ele avisou que os policiais dignos serão, em sua gestão, prestigiados, mas os corruptos terão de se ver com a lei.

Abaixo, leia noticiário de 247 a respeito da posse do coronel Erir no comando-geral da PM, na quinta-feira 29:

247 – Foi uma escolha difícil para uma missão quase impossível. Ao indicar o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho para o cargo de comandante-geral da PM, ontem, no final da tarde, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, passou a mensagem de que está disposto a fazer um amplo movimento de profilaxia na corporação. Todo o discurso de Costa Filho na entrevista coletiva que marcou sua nomeação foi neste sentido.

“O exemplo terá de vir de cima para baixo”, fez questão de registrar o novo titular, considerado uma ‘zebra’ entre os que concorriam ao cargo. “Aqueles que me conhecem vão perceber que os dignos vão ter apoio. Os outros... é a lei”, completou o coronel. Ao lado dele, tomaram posse na cúpula da PM a coronel Kátia Neri Boaventura, que será a chefe de Gabinete, e o coronel Alberto Pinheiro Neto, novo chefe do Estado Maior. Ele era um dos cotados para assumir o comando-geral. Katia, por seu lado, tornou-se, com a nomeação, a primeira mulher a ter posição na cúpula da PM.

O novo comandante-geral dedicou boa parte de sua entrevista para explicar quais serão seus critérios para a manutenção e nomeação de chefes de divisões da Polícia Militar. A exoneração, a pedido, do titular anterior, coronel Mário Sérgio Duarte, se deu, afinal, por ele ter nomeado para o comando do 7º BPM, em São Gonçalo, o coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, preso agora em Bangu I sob acusação de ter planejado o assassinato da juíza Patrícia Aciolli.

“Para se comandar uma unidade, temos de saber tudo sobre os futuros comandantes”, disse o coronel Costa Filho. “É obrigação do comandante não aceitar policiais envolvidos em corrupção”.

Numa mensagem direta ao comandados, ele procurou ser didático: “Aqueles que me conhecem vão perceber que os dignos vão ter apoio. Os outros... é a lei. Ser digno não está na formação da escola ou da academia. Vem de berço. É da pessoa”.

Em seguida, destacou que a Corregedoria da PM deverá ter força renovada em sua gestão. “A Corregedoria terá de ser proativa. Quem for apanhado será responsável pelos seus atos”. A ver...

 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247