Estudantes protestam contra fim de passe livre no Rio

Estudantes dos ensinos médio e técnico protestaram nesta segunda-feira contra o corte de passe livre nos ônibus para alunos das redes municipal e federal do Rio de Janeiro, medida que afeta 26 mil estudantes que dependem de transportes intermunicipais para estudar; "Nosso ato é contra a suspensão do Riocard para os estudantes das redes municipal e federal. Uma liminar não garante nada. A conta com gastos em transporte, principalmente para aqueles que moram longe, vai além de R$ 700 por mês. A juventude pobre não vai poder ter acesso a um ensino público de qualidade", disse a diretora da Federação Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico, Caroline Januário

Estudantes dos ensinos médio e técnico protestaram nesta segunda-feira contra o corte de passe livre nos ônibus para alunos das redes municipal e federal do Rio de Janeiro, medida que afeta 26 mil estudantes que dependem de transportes intermunicipais para estudar; "Nosso ato é contra a suspensão do Riocard para os estudantes das redes municipal e federal. Uma liminar não garante nada. A conta com gastos em transporte, principalmente para aqueles que moram longe, vai além de R$ 700 por mês. A juventude pobre não vai poder ter acesso a um ensino público de qualidade", disse a diretora da Federação Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico, Caroline Januário
Estudantes dos ensinos médio e técnico protestaram nesta segunda-feira contra o corte de passe livre nos ônibus para alunos das redes municipal e federal do Rio de Janeiro, medida que afeta 26 mil estudantes que dependem de transportes intermunicipais para estudar; "Nosso ato é contra a suspensão do Riocard para os estudantes das redes municipal e federal. Uma liminar não garante nada. A conta com gastos em transporte, principalmente para aqueles que moram longe, vai além de R$ 700 por mês. A juventude pobre não vai poder ter acesso a um ensino público de qualidade", disse a diretora da Federação Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico, Caroline Januário (Foto: Romulo Faro)
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Vladimir Platonow - repórter da Agência Brasil

Estudantes dos ensinos médio e técnico protestaram hoje (8) contra o corte de passe livre nos ônibus para alunos das redes municipal e federal do Rio de Janeiro. A medida foi anunciada na semana passada pelo governo do estado como forma de reduzir despesas, afetando diretamente 26 mil estudantes que dependem de transportes intermunicipais para estudar.

Embora a Justiça tenha concedido uma liminar no domingo (7) garantindo a gratuidade em ônibus intermunicipais, barcas, metrô e trens, os estudantes realizaram o protesto como forma de pressionar por uma solução definitiva, que não prejudique principalmente alunos que moram longe e precisam utilizar mais de um meio de transporte para chegar à escola.

"O nosso ato é contra a suspensão do Riocard para os estudantes das redes municipal e federal. Uma liminar não garante nada. A conta com gastos em transporte, principalmente para aqueles que moram longe, vai além de R$ 700 por mês. A juventude pobre não vai poder ter acesso a um ensino público de qualidade", disse a diretora da Federação Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico, Caroline Januário.

Para o deputado Flávio Serafini (PSOL), que participou do ato, é preciso votar uma lei na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que garanta permanentemente o direito aos estudantes.

"Tem um decreto estadual que regulamentava esta situação e não vimos em nenhum lugar a publicação de que ele foi revogado. Foi uma atitude arbitrária. Não tem sentido o estado não entrar no custeio desses estudantes. Queremos que a Alerj vote em regime de urgência uma legislação que garanta que o estado vá subsidiar o transporte para os alunos das redes federal e municipal", disse o Serafini.

Os estudantes saíram da Igreja da Candelária, seguiram pela Avenida Rio Branco e terminaram o ato em frente ao Tribunal de Justiça. Policiais militares acompanharam a manifestação, mas não agiram em nenhum momento contra os estudantes. O ato terminou de forma pacífica.

A Secretaria Estadual de Educação foi procurada para se pronunciar sobre a questão, mas não se manifestou até a publicação.

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