Estudo mostra que Rio reduziu a pobreza, mas está longe de atingir metas da ONU

A proporo de pobres caiu de 24% para 11% e a cobertura de vacinao tem 96% de abrangncia; mas o estado est longe de atingir as metas para 2015 de reduo significativa da tuberculose e da dengue

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Flávia Villella_Agencia Brasil- O Rio de Janeiro não alcançou nem metade das metas dos Objetivos do Milênio, embora em algumas esteja posicionado acima da média nacional, sobretudo, na redução das taxas de mortalidade, de desnutrição infantil e pobreza. Os dados fazem parte de um relatório lançado hoje (30) sobre os esforços do estado parra atingir as metas do compromisso firmado por 189 países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU).

Algumas metas estão longe de serem alcançadas até 2015, período estabelecido no programa. Entre as metas em que o Rio está muito aquém de alcançar estão a redução significativa da tuberculose e da dengue. O estado é o campeão brasileiro em casos de incidência dessas doenças, devido principalmente às condições precárias de saneamento e moradia de grande parte da população.

O estudo, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), foi apresentado durante o Seminário de Lançamento do Prêmio ODM Brasil.

De acordo com um dos coordenadores da pesquisa, Epitácio Brunet, um dado relevante e positivo sobre o Rio é que o estado tem a maior cobertura de vacinação do país, com cerca de 96% de abrangência. “Mas é fundamental, seja no setor público ou privado, que se defina foco e fluxo de projetos para que as organizações possam mensurar suas ações e, assim, avançar”, disse o pesquisador.

Ainda segundo a pesquisa, em 15 anos, a proporção de pobres no estado do Rio caiu de 24% para 11%, assim como a distorção série-idade no ensino médio, que foi de 55%, em 2007, para 44% em 2010.

A pesquisadora do Ipea e uma das colaboradoras da pesquisa, Maria Piedade Moraes, explicou que os relatórios estaduais são ferramentas importantes para que as unidades da Federação avaliem seu desempenho e melhorem seus índices. “Esses relatórios são instrumentos estratégicos de monitoramento e planejamento governamental. E é por isso que estamos apoiando dez estados para ver se eles se transformam em disseminadores dessa experiência”.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, conhecidos pela sigla ODM, têm oito metas centrais para a melhoria de vida do planeta: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

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