Ex-sócio da mulher de Cabral vira réu por obstrução à justiça

Ex-sócio do escritório da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, Thiago Aragão virou réu em mais um processo, dessa vez por obstrução à Justiça; de acordo com o MPF, ele forjou documentos ideologicamente falsos e constrangeu seu concunhado, Italo Garritano, dono da rede de restaurante japonês Manekineko, ao propor um acordo de versões; em caso de condenação, a pena é de reclusão de três a oito anos, além do pagamento de multa

Rio de Janeiro - Esposa do ex-governador Sergio Cabral, Adriana Ancelmo, deixa a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro após depoimento à Justiça Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Esposa do ex-governador Sergio Cabral, Adriana Ancelmo, deixa a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro após depoimento à Justiça Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - Ex-sócio do escritório da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, Thiago Aragão virou réu em mais um processo, dessa vez por obstrução à Justiça. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ele forjou documentos ideologicamente falsos e constrangeu seu concunhado, Italo Garritano, dono da rede de restaurante japonês Manekineko, ao propor um acordo de versões. A denúncia foi aceita pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Em caso de condenação, a pena é de reclusão de três a oito anos, além do pagamento de multa.

O MPF investiga o uso do restaurante para a lavagem do dinheiro desviado dos cofres públicos pelo grupo do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), sem que o proprietário do estabelecimento soubesse do esquema criminoso. Garritano admitiu acertou com o ex-sócio de Adriana uma estratégia para não cumprir suas obrigações tributárias e trabalhistas, para combinar a simulação de serviços entre Ancelmo Advogados e o restaurante, com o objetivo de justificar a transferência de valores em favor do escritório de advocacia.

O dinheiro era utilizado para pagar uma folha paralela dos funcionários do restaurante. Os créditos do escritório de advocacia eram usados por Aragão, sem que seu concunhado tivesse tivesse consciência, para a lavagem de dinheiro da organização criminosa liderada por Cabral.

 

"Como relatado pelo MPF, tais informações foram descortinadas por Italo Garritano Barros, em seu acordo de colaboração. O investigado, ao que tudo indica, iniciou uma empreitada criminosa a fim de dificultar as investigações em curso, especificamente, referente ao atos praticados através do escritório de Adriana Ancelmo", afirmou o juiz ao aceitar a denúncia.

Aragão já responde a ação na Operação Eficiência e está preso desde janeiro. 

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