Executivos revelam propina em comitê de Pezão

Executivos da Carioca Engenharia afirmaram em depoimento a existência de uma "taxa de oxigênio", como era chamada a propina no governo do Rio na gestão Cabral, dentro do comitê de campanha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB); cobrança teria sido feita por José Orlando Rabelo, segundo o Ministério Público Federal, operador de Hudson Braga, à época coordenador de campanha do peemedebista ao governo do Estado em 2014; MPF afirma que não há indícios de participação de Pezão 

28/10/2016 - Governador Luiz Fernando Pezão participa do Seminário Infraestrutura Fluminense – desafios e oportunidades na sede da Firjan. Foto Marcelo Horn
28/10/2016 - Governador Luiz Fernando Pezão participa do Seminário Infraestrutura Fluminense – desafios e oportunidades na sede da Firjan. Foto Marcelo Horn (Foto: Giuliana Miranda)

RIO 247 - Executivos da Carioca Engenharia afirmaram em depoimento a existência de uma "taxa de oxigênio", como era chamada a propina no governo do Rio na gestão Cabral, dentro do comitê de campanha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Cobrança teria sido feita por José Orlando Rabelo, segundo o Ministério Público Federal, operador de Hudson Braga, à época coordenador de campanha do peemedebista ao governo do Estado em 2014. O MPF afirma que não há indícios de participação de Pezão. As informações são da Folha de S.Paulo. 

"José Orlando em, pelo menos, duas oportunidades, uma delas na sala de Hudson Braga no Palácio Guanabara, e outra no diretório de campanha do PMDB em Jacarepaguá entrou com uma planilha em mãos dizendo o quanto a Carioca estava devendo de 'taxa de oxigênio", afirma Roberto José Teixeira Gonçalves, diretor-geral da Carioca Engenharia, em delação premiada.

Roberto Moscou, como é conhecido, afirma ter sido chamado algumas vezes por Braga para o local.

A "taxa de oxigênio" era cobrada pelo grupo que atuava dentro da Secretaria Estadual de Obras, comandada em parte do tempo por Pezão.

Os investigadores afirmam que não encontraram indícios contra o atual governador. Eles afirmam que o nome do peemedebista não aparece em nenhuma delação premiada. Ele também não é citado nos documentos do MPF.

Investigação da procuradoria apontou que o local de campanha pertence à Eurobarra Rio, concessionária de veículos. A empresa fez repasses a empresa de Carlos Emanuel Miranda, apontado como operador do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)."

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