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Governador interino do RJ exonera 459 servidores e planeja cortar cargos

Medidas do desembargador Ricardo Couto visam economia de R$ 10 milhões mensais e incluem reestruturação administrativa e auditoria de contratos

Desembargador Ricardo Couto de Castro, governador interino do Rio de Janeiro (Foto: Bruno Dantas/ TJRJ)

247 - O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, exonerou 459 servidores comissionados em apenas 20 dias à frente do cargo. As demissões atingem as secretarias da Casa Civil e de Governo, duas das principais estruturas do Executivo estadual. Segundo informações publicadas pelo G1, a iniciativa faz parte de um pacote de ajuste administrativo com foco na redução de gastos públicos.

De acordo com o governo, a estimativa é de uma economia mensal de aproximadamente R$ 10 milhões com os cortes. As exonerações foram oficializadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado, e são resultado de auditorias internas realizadas nas duas pastas.

Além da redução no quadro de comissionados, a reestruturação administrativa inclui mudanças na organização interna do governo. Entre elas, está a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil. O órgão será comandado pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já atua junto ao novo secretário da pasta, Flávio Willeman. Ambos têm carreira na Procuradoria do Estado.

Pimentel acumula experiência em cargos relevantes da administração pública, tendo atuado como subprocurador-geral do estado, além de passagens pela Cedae e pelo Detran. A reorganização também extinguiu estruturas como a Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, a Subsecretaria de Gastronomia e a Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, bem como seus respectivos setores subordinados.

Desde que assumiu o governo interinamente em 23 de março, Couto também promoveu mudanças na equipe de gestão. Até a noite de quinta-feira (16), foram nomeados nove gestores para áreas estratégicas da administração estadual. Entre os cargos preenchidos estão a Secretaria da Casa Civil, a Secretaria de Governo (interina), a Controladoria-Geral do Estado, o Instituto de Segurança Pública, o RioPrevidência e a Cedae.

No campo do controle de gastos, o governador determinou ainda a realização de uma ampla auditoria em órgãos do Executivo estadual, incluindo entidades da administração indireta e empresas estatais. A iniciativa foi classificada pelo governo como um “choque de transparência”.

A auditoria deve analisar cerca de 6,7 mil contratos que, somados, representam aproximadamente R$ 81 bilhões. O objetivo, segundo o governo, é mapear despesas, identificar responsáveis e revisar a aplicação dos recursos públicos, ampliando o controle sobre contratos considerados de alto impacto financeiro.