Governo Doria quer fechar maior estatal de remédios do país

O governo do neoliberal João Doria pretende fechar a Fundação para o Remédio Popular (Furp) de São Paulo, a maior fabricante pública de medicamentos no País. Esta possibilidade foi confirmada pelo secretário de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, em depoimento à CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que investiga suspeitas de irregularidades no órgão

João Doria
João Doria (Foto: Gilberto Marques/Governo do Estado de São Paulo)

247 - O governo do neoliberal João Doria pretende fechar a Fundação para o Remédio Popular (Furp) de São Paulo, a maior fabricante pública de medicamentos no País. Esta possibilidade foi confirmada pelo secretário de Saúde, José Henrique Germann Ferreira, em depoimento à CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que investiga suspeitas de irregularidades no órgão. 

Segundo reportagem do jornalista Tulio Kruse, de O Estado de S.Paulo, o governo estuda se deve repassar as duas fábricas de remédios da Furp à iniciativa privada, ou se vai simplesmente liquidá-las.   

O argumento apresentado pelo secretário de Saúde são os prejuízos na fundação. “A alternativa principal para a secretaria é a seguinte: se esta situação (prejuízo milionário) se consolida dessa forma, como estamos antevendo, a Furp deve parar de produzir remédios” disse Germann Ferreira, na CPI, após ser questionado sobre a possibilidade de privatização.  

A Furp é responsável por uma parcela relevante da produção farmacêutica no País, assinala a reportagem. Só no ano passado, a fundação produziu quase 530 milhões de medicamentos para a rede pública. É a única fabricante no País dos remédios estreptomicina e o etambutol, que servem para o tratamento de tuberculose.

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