Governo Lula envia carretas de saúde para vítimas das chuvas em Minas Gerais
Unidades do programa Agora Tem Especialistas reforçam atendimento na Zona da Mata com exames, profissionais e recursos emergenciais
247 - O governo federal anunciou o envio de carretas do programa Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das fortes chuvas que atingiram cidades da Zona da Mata, em Minas Gerais, conforme divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). As unidades móveis do Ministério da Saúde serão utilizadas na fase de recuperação da rede assistencial, com estrutura para exames e suporte hospitalar.
O anúncio foi feito na terça-feira (24), em Juiz de Fora (MG), pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde e ministro em exercício, Adriano Massuda, que esteve na região para acompanhar os impactos do desastre e detalhar as medidas emergenciais. Segundo ele, as carretas terão papel estratégico na recomposição dos serviços. “No processo de recuperação, vamos colocar à disposição as carretas do Agora Tem Especialistas, que oferecem atendimento especializado à população e são fundamentais neste momento. Sabemos que o funcionamento da rede assistencial é afetado, e o suporte para ampliar a oferta de serviços é essencial. Todos esses recursos serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, afirmou.
As estruturas móveis contam com insumos hospitalares e equipamentos para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia. A proposta é dar suporte às equipes que já atuam nas áreas afetadas, ampliando a capacidade de atendimento às pessoas impactadas pelas chuvas.
Acionamento da Força Nacional do SUS
Durante coletiva de imprensa, Massuda informou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, determinou o acionamento imediato da Força Nacional do SUS (FNS) assim que tomou conhecimento da gravidade da situação, enquanto cumpria missão oficial na Índia e na Coreia do Sul. “A população afetada em Juiz de Fora e nas demais cidades atingidas pode ter a certeza de que não faltarão recursos financeiros, físicos, profissionais e técnicos para apoiar a recuperação e a reconstrução das áreas da saúde que foram danificadas”, declarou.
A Força Nacional do SUS e o Departamento de Emergências em Saúde Pública já mobilizaram 20 profissionais para atuar na região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística. O Ministério da Saúde também orientou gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, além de kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme previsto nas Portarias GM/MS nº 874/2021 e GM/MS nº 7.874/2025, com o objetivo de garantir rapidez na liberação de verbas e no fortalecimento da resposta assistencial.
Recursos para custeio e reconstrução
Após o decreto de situação de calamidade, a pasta disponibilizou recursos financeiros específicos para custear as ações de enfrentamento à emergência. Os valores poderão ser aplicados na manutenção dos atendimentos e na ampliação da capacidade do sistema de saúde nas cidades atingidas.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também esteve na região e participou da coletiva. Ele destacou a presença de diferentes órgãos federais na operação. “Estamos aqui com a Força Nacional do SUS, o Secretário Nacional de Defesa Civil e equipes do Desenvolvimento Social, da Casa Civil e de Minas e Energia. O Governo Federal respeita as necessidades identificadas pelas autoridades locais. Se for preciso enviar mais técnicos, profissionais ou equipamentos, ampliaremos a estrutura conforme a demanda”, afirmou.
Estratégia já aplicada em desastres anteriores
A utilização de carretas de saúde em áreas atingidas por desastres segue um modelo já adotado pelo Ministério da Saúde. Em novembro do ano passado, estruturas do programa Agora Tem Especialistas foram instaladas em Rio Bonito do Iguaçu (PR), após um tornado atingir cerca de 90% do município e impactar mais de 10 mil moradores.
Na ocasião, cada unidade móvel contou com três consultórios equipados com desfibrilador, aparelho de eletrocardiograma, computadores, impressoras e insumos para atendimentos diários. Foram oferecidas consultas médicas e de enfermagem, vacinação, atendimento psicológico, realização de curativos, distribuição de medicamentos e pequenas cirurgias, assegurando a continuidade da assistência pelo Sistema Único de Saúde em meio à reconstrução da cidade.


