"Guardiões do Crivella" recebem salários mais altos do que servidores da Saúde
"Um médico tem salário inicial de R$ 3,5 mil, já com insalubridade. No grupo de pessoas escalados para intimidar usuários de impedir o trabalho da imprensa, tem gente que ganha mais que isso", afirma o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Alexandre Telles
247 - O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Alexandre Telles, disse ao jornal O Globo que os servidores pagos pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, para impedir o trabalho da imprensa e dificultar as denúncias acerca da precariedade do sistema público de saúde na cidade têm salários mais altos que os próprios profissionais da área.
O grupo denominado "guardiões do Crivella" reúne funcionários públicos alocados em diversas unidades de saúde do Rio de Janeiro, com escalas diárias, atrapalhando e intimidando cidadãos para que não critiquem o atendimento nos hospitais.
De acordo com Telles, "um médico tem salário inicial de R$ 3,5 mil, já com insalubridade. No grupo de pessoas escalados para intimidar usuários de impedir o trabalho da imprensa, tem gente que ganha mais que isso. Tem outras categorias da da saúde que ganham muito menos".
O presidente do sindicato afirmou ainda que impedir o trabalho da imprensa fere os preceitos do SUS. "O SUS foi concebido contemplando a participação popular e garante o direito do usuário ter espaço para denunciar e avaliar o serviço. Essa situação é absurda. Tem gente no grupo que ganha cerca de R$ 10 mil, enquanto médicos se outros funcionários já sofreram com atrasos de salários e muitos foram dispensados sem receber a rescisão".