Haddad: “a sub-representação de gênero é uma questão dramática, que acaba por influenciar todo o resto”

Pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT afirma que, caso seja eleito, terá “metas de participação feminina muito claras”

www.brasil247.com - Encontro Mulheres com Haddad, em São Paulo
Encontro Mulheres com Haddad, em São Paulo (Foto: Comunicação Fernando Haddad)


Por Andrea Trus, 247 - O pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, participou no último sábado, 26 de março, do Encontro com Mulheres na Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores, na região do Brás. Cerca de 500 mulheres passaram pela CUT-Brás, representando mais de 30 movimentos sociais e lideranças sindicais que levantaram pautas importantes relacionadas aos direitos das mulheres.

De acordo com a Secretária Estadual das Mulheres do PT-SP, Fernanda Curti, “o encontro foi grande e potente, as mulheres de vários seguimentos puderam apresentar as principais demandas para o nosso pré-candidato e firmamos compromissos: vamos trabalhar dia e noite para eleger Haddad que está comprometido com a Agenda Feminista e com a ampliação da participação das mulheres nos espaços institucionais. O voto das mulheres vai definir essa eleição e nós estamos preparadas para enfrentar esse desafio”. 

Curti ressaltou que Fernando Haddad se comprometeu com a ampliação do número de mulheres nos espaços institucionais, sendo um compromisso da Secretaria de Mulheres do PT-SP a construção de um programa de governo que seja transformador pra vida das mulheres e com a ampliação da participação na política, começando pela construção de uma chapa paritária dentro do PT.

Às leitoras e ouvintes do Brasil 247, Fernando Haddad disse que recebeu uma pauta de propostas, reivindicações e sugestões das mais abrangentes possíveis: desde a mulher do campo, até a mulher trans, da mulher trabalhadora, da mulher pobre, mulheres buscando o serviço público na área da saúde, assistência e educação:

“Nos deu uma noção da pluralidade de situações que encontramos na realidade social brasileira, mas já com propostas concretas de enfrentamento. Nós vamos acolher essas propostas no nosso plano de governo e vai ter metas de participação feminina muito claras, porque a sub-representação é uma questão dramática no Brasil, que acaba por influenciar todo o resto. Vamos batalhar pela representação, fazendo campanhas para as candidatas mulheres que se dispuserem disputar como deputadas estadual ou federal, senadora e governadora e nos Executivos que ganharmos, abrindo espaço concreto, não para nomear uma mulher para a Secretaria de Política para a Mulher, mas abrindo espaços de governo para que as mulheres tenham uma atuação geral e não específica, porque elas contribuirão com todas as políticas públicas e, aí sim, estaremos falando em políticas universais”.

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