Helio Luz: 'Intervenção não pode ser envio de capitão do mato à senzala do século 21'

O ex-chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro, Helio Luz, 72 anos, criticou a intervenção militar no Rio de Janeiro. "Por que cercar a favela, se o crime não está ali? O cerne da questão da insegurança não está ali. Aquilo ali é o resultado", disse ele em entrevista à BBC Brasil; "Quem paga a conta no final é o favelado. Somos o país da desigualdade. E ficamos preocupados porque tem problema, entende, na senzala. Afrouxou a senzala, então agora tem que apertar de novo. Então chama o capitão do mato para dar uma solução na senzala do século 21", disse

O ex-chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro, Helio Luz, 72 anos, criticou a intervenção militar no Rio de Janeiro. "Por que cercar a favela, se o crime não está ali? O cerne da questão da insegurança não está ali. Aquilo ali é o resultado", disse ele em entrevista à BBC Brasil; "Quem paga a conta no final é o favelado. Somos o país da desigualdade. E ficamos preocupados porque tem problema, entende, na senzala. Afrouxou a senzala, então agora tem que apertar de novo. Então chama o capitão do mato para dar uma solução na senzala do século 21", disse
O ex-chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro, Helio Luz, 72 anos, criticou a intervenção militar no Rio de Janeiro. "Por que cercar a favela, se o crime não está ali? O cerne da questão da insegurança não está ali. Aquilo ali é o resultado", disse ele em entrevista à BBC Brasil; "Quem paga a conta no final é o favelado. Somos o país da desigualdade. E ficamos preocupados porque tem problema, entende, na senzala. Afrouxou a senzala, então agora tem que apertar de novo. Então chama o capitão do mato para dar uma solução na senzala do século 21", disse (Foto: Aquiles Lins)

Rio 247 - O ex-chefe da Polícia Civil no Rio de Janeiro, Helio Luz, 72 anos, criticou a intervenção militar no Rio de Janeiro. "Por que cercar a favela, se o crime não está ali? O cerne da questão da insegurança não está ali. Aquilo ali é o resultado", disse ele em entrevista à BBC Brasil.

"Quem paga a conta no final é o favelado. Somos o país da desigualdade. E ficamos preocupados porque tem problema, entende, na senzala. Afrouxou a senzala, então agora tem que apertar de novo. Então chama o capitão do mato para dar uma solução na senzala do século 21", disse Luz.

"O problema social está no centro da questão da favela, e a questão de segurança do Estado é uma decorrência. Quem financia a droga que está lá? É um deboche achar que o favelado tem capital suficiente para bancar a ida, vinda e perda de qualquer quantidade de entorpecentes", acrescentou. 

Segundo Helio Luz, o bandido brasileiro "usa terno e gravata". "Se ele (o general Braga Netto) quiser aprofundar as investigações, ele vai parar nas mesas de câmbio que operam na avenida Rio Branco (no centro do Rio). Ninguém pode imaginar que o menino da favela tenha capital o suficiente para bancar os entorpecentes que circulam ali. Quem detém o capital que financia as drogas tem uma mesa que opera câmbio na Rio Branco e um filho que frequenta bons colégios. Se o general chegar lá, aí realmente vai estar combatendo o crime e melhorando as condições de segurança do Rio", afirmou. 

Leia a entrevista na íntegra na BBC Brasil

 

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