Hospitais privados de SP já cancelam cirurgias eletivas por causa do aumento de lotação por Covid-19
O SindHosp (sindicato dos hospitais, clínicas e laboratórios paulistas) fez um levantamento com 80% instituições apontando que 52% decidiram cancelar as cirurgias e procedimentos eletivos (52%)
247 - O SindHosp (sindicato dos hospitais, clínicas e laboratórios paulistas) fez um levantamento com 80% instituições apontando que mais da metade (53%) relataram taxas de ocupação entre 91% e 100%, e a decisão de cancelar as cirurgias e procedimentos eletivos (52%). "Estamos esperando o pior para as próximas semanas", afirmou o presidente do SindHosp, Francisco Balestrin. O relato dele foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.
Nesta sexta (26), hospitais de ponta de São Paulo, como Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz e BP (Beneficência Portuguesa), que não fazem parte do SindHosp, estavam com taxas de 104%, 97%, 98% e 98%, respectivamente. Essas quatro instituições descartaram o risco de cancelamento de cirurgias eletivas nesse momento.
O Hospital Sírio-Libanês contabilizava nessa quinta-feira (25) uma fila de 22 pessoas para internação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Covid-19 do hospital.
De acordo com o presidente do SindHosp, nos últimos dez dias houve crescimento das internações por Covid-19 em 91% dos hospitais privados pesquisados.
"O problema não é leito de enfermaria, e sim de UTI. Se eu tenho dez leitos de UTI e chega um paciente Covid, os nove já se transformam automaticamente em leitos para Covid porque não dá para separar", disse.
"É muito importante que as pessoas sigam usando máscaras, com distanciamento social e higiene constante das mãos. Não parem de se cuidar", acrescentou.
Ao comentar o cenário nacional, o neurocientista Miguel Nicolelis afirmou que vê "grande chance de um colapso nacional".
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