Idosa serial killer que envenenou família no interior de SP foi investigada por outras mortes
Elizabete Eugenio Arrabaça, de 68 anos, acusada de envenenar e matar integrantes da própria família, já havia sido investigada por outro crime
247 - A aposentada Elizabete Eugenio Arrabaça, de 68 anos, acusada de envenenar e matar integrantes da própria família, já havia sido investigada anteriormente pela morte de uma prima no interior de São Paulo, além de seu próprio cão. As informações foram divulgadas por reportagens publicadas nesta semana, com base em apurações policiais e manifestações da defesa.Segundo os dados do caso, a investigação anterior apurou a morte de Élede Guidi, ocorrida em 2016 na cidade de Pontal.
À época, a Polícia Civil analisou a possível participação de Elizabete, mas decidiu não indiciá-la por falta de provas que sustentassem o envolvimento no óbito.A defesa da acusada afirma que a apuração foi concluída sem elementos suficientes para responsabilizá-la e reforça que ela não responde a outras investigações de homicídio além das já conhecidas. Ainda assim, o histórico voltou a ser analisado após a repercussão de novos crimes atribuídos à aposentada.
Atualmente, Elizabete é ré por feminicídio qualificado pela morte da nora, além de responder por tentativa de homicídio contra uma amiga e ser acusada de envolvimento na morte da própria filha — caso que ainda aguarda análise da Justiça. Todas as ocorrências têm em comum o uso de substância tóxica como meio de execução. A acusada está presa há quase um ano na Penitenciária de Tremembé, e sua defesa nega qualquer participação nos crimes.
Sequência de mortes levanta suspeitas
As investigações mais recentes começaram após a morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, de 37 anos, encontrada sem vida em março do ano passado no apartamento onde vivia com o marido, em Ribeirão Preto. Um laudo toxicológico apontou a presença de “chumbinho”, veneno clandestino comumente associado a casos de envenenamento.Pelo crime, foram presos Elizabete e seu filho, o médico Luiz Antônio Garnica, de 38 anos, marido da vítima. A principal linha de investigação aponta que Larissa teria sido envenenada pela sogra, com possível participação ou conivência do companheiro.
O Ministério Público de São Paulo denunciou mãe e filho por feminicídio com três qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de meio cruel por envenenamento. Ambos se tornaram réus e deverão ser julgados por júri popular, ainda sem data definida.
Nova morte sob investigação
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a reavaliar a morte de Nathalia Garnica, de 42 anos, filha de Elizabete e irmã de Luiz. Ela morreu cerca de um mês antes de Larissa, inicialmente com diagnóstico de causas naturais, também em Pontal.Após a prisão da mãe e do irmão, o corpo de Nathalia foi submetido a novo exame pelo Instituto Médico Legal, que identificou a presença do mesmo veneno encontrado na nora. Outro elemento que reforça as suspeitas é o fato de Elizabete ter sido a última pessoa a estar com ambas as vítimas antes das mortes.A sequência de casos com características semelhantes levou as autoridades a aprofundar as investigações e a reexaminar episódios anteriores ligados à família, ampliando o escopo das apurações sobre possíveis envenenamentos em série.