Indústria naval ganha força em Caxias

Distrito industrial ser para apoio logstico empresas de peas para estaleiros;rea fica beira do Rio Estrela, afluente da Baa de Guanabara,na Baixada Fluminense; Estado quer atrair investimentos de R$ 1,5 milho e gerar cinco mil novos empregos, entre 2013 e 2015

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247 - O boom de investimentos da iniciativa privada no estado do Rio ganha novos contornos nesta terça-feira (24). O governo estadual anuncia mais uma parceria público-privada no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um distrito industrial, voltado para a indústria naval, será construído próximo à Baía de Guanabara. O empreendimento deve atrair investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão, com geração de 5 mil empregos diretos, com previsão de conclusão entre 2013 e 2015. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, o estado se antecipa à demanda que chegará ao país em razão da exploração de petróleo no pré-sal e continua apoiando o setor. Em fevereiro deste ano, começaram as construções no Complexo Industrial de Quissamã, no norte fluminense.

Na tarde de hoje, foi assinado um protocolo de intenções, um memorando, para a criação do pólo, durante a abertura do II Balanço da Indústria Naval e Offshore, na Federação das Indústria do Rio de Janeiro (Firjan), pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) e com o Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval). O Estado vai oferecer vantagens fiscais e apoio para que o empreendimento se concretize.

O polo ocupará área de 500 mil metros quadrados à beira do Rio Estrela, afluente da Baía de Guanabara, e tem como principal diferencial a possibilidade de escoar peças e equipamentos para navios e estaleiros por meio hidroviário, reduzindo custos de logística e montagem. Terrenos públicos, no local, serão vendidos abaixo do preço de mercado às indústrias.

"A logística de transporte é o ponto critico, especialmente para o acesso aos estaleiros da Baía de Guanabara, implantados há muitos anos, em locais com o sistema viário muito comprometido e sacrificado, e com restrições físicas importantes para carga pesada", disse o diretor de política industrial da Codin, Alexandre Gurgel.

A partir da criação do novo pólo de navipeças, será possibilitado às empresas fornecedoras ter acesso marítimo aos 19 estaleiros instalados na Baia da Guanabara, para levar até eles carga e equipamentos, o que contribuirá para aliviar o tráfego urbano.

Segundo Gurgel, a implantação do pólo passa no momento pela conclusão da avaliação técnica da área, definição do modelo de negócios a ser adotado e procedimento de licenciamento ambiental.

Para que a criação do complexo dê certo, o governo estadual acredita que empresas como a Petrobrás - a principal do setor, segundo Julio Bueno, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

"A Petrobras quer uma indústria de navipeças no Brasil e o estado Rio tem uma área nobre disponível para isso", disse em entrevista à imprensa na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Por enquanto, o secretário só confirmou "conversações" para instalação no polo com a empresa finlandesa Wartisila, especializada em motores para navios, mas disse que há expectativa de atrair fábricas japonesas, que dividem a produção e a montagem de peças entre São Paulo e Japão.

A indústria naval do Rio de Janeiro viveu período de crise no final da década de 1980 e 1990. Com as descoberta de novas jazidas de petróleo, a exploração em alto mar e, mais recentemente, a possibilidade de exploração de áreas no pré-sal, a indústria renasceu. Agora vive um novo momento e enfrenta novos desafios. Em 2010, era 15 estaleiros na Baía de Guanabara, agora são 19. No norte fluminense, a indústria off-shore também cresce exponencialmente.

Em fevereiro deste ano, as obras do Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado – situado no limite de Quissamã com Campos, no Norte Fluminense foram iniciadas. Destinado a apoiar a perfuração e exploração de petróleo e gás na Bacia de Campos, o empreendimento vai gerar 10 mil empregos diretos na região.

As primeiras empresas já adquiriram terrenos para se instalar na área. São empresas de estaleiros, equipamentos e manutenção de plataformas, logística, tancagem e suprimentos. Uma delas é a BR Offshore, que instalará um terminal para atracação de até dez embarcações, e um estaleiro, com capacidade para abrigar, na primeira fase, quatro embarcações. A estimativa de recursos privados para o complexo é de US$ 2 bilhões, segundo a prefeitura de Quissamã.

Com cerca de dois milhões de metros quadrados já negociados, o complexo está sendo construído pelo consórcio Terra e Mar - formado pelas empresas Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão. O investimento para a construção do empreendimento será de R$ 245 milhões – dos quais R$ 175 milhões são do consórcio intermunicipal, R$ 50 milhões, do governo federal, e R$ 20 milhões, do governo estadual.

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