“Jovens negros não podem se tatuar, usar cabelo afro ou roupas de marca que viram alvo da polícia”

Dona Maria Teresa dos Santos, liderança em BH na luta ao lado de mães de encarcerados, denuncia a violência racista da polícia no Brasil

Dona Maria Tereza dos Santos
Dona Maria Tereza dos Santos (Foto: Reprodução (TV 247))
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247 - "É triste a gente não direito sobre o nosso próprio corpo", afirmou Dona Maria Teresa dos Santos, ao relatar que a população jovem negra sofre violência policial pelas marcas de roupa, tatuagem ou pelo tipo de corte e pintura no cabelo. 

"Quando um negro manifesta o desejo de fazer tatuagem o primeiro pânico da mãe é saber, se ele for abordado pela polícia, e tiver tatuagem, já vai começar apanhando. O negro não tem o direito de tatuar o corpo como quiser porque a polícia entende isso como indicativo de que ele se tornou um marginal. Pintar cabelo de loiro, "prata"...", contou ela nesta segunda-feira (7) ao programa Giro das 11, da TV 247. 

Dona Maria Teresa disse que "os meninos branquinhos que usam (marca de roupa) cyclone e a polícia não dá nada pra eles". "Se for um negro, eles pegam por causa da marca da roupa e quando vê que não tem nada que gere um flagrante, quer saber em qual loja ele roubou a roupa porque é cara e negro não tem direito de ter", lamentou.

"O dia em que meu filho tatuou o nome da namorada no corpo eu entrei em pânico. Eu já imaginava a polícia batendo nele na rua e ele morrendo. As abordagens são muito violentas", acrescentou.

Confira a entrevista dela a partir das 2h de vídeo: 

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