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Judeus de esquerda rebatem sionistas de esquerda que atacaram Julio Lancellotti por comparecer a ato pró-Palestina

"Lancellotti é uma expressão singular de amor", diz postagem no perfil dos judeus da Articulação Judaica de Esquerda

Padre Julio Lancellotti e Sheik Rodrigo Jalloul durante ato pró-Palestina na Avenida Paulista, São Paulo, SP 04/11/2023 (Foto: @brasil247)

247 - A Articulação Judaica de Esquerda foi ao X rebater os sionistas de esquerda que atacaram, nesta terça-feira (7), o padre Julio Lancellotti devido ao fato de o religioso ter comparecido a um ato pró-Palestina na Avenida Paulista, em São Paulo, onde uma minoria dos presentes portava bandeiras e acessórios alusivos ao Hamas. 

"Como o padre Joaquim Carreira, que entre 1943 e 1944 salvou dos fascistas pelo menos 4.300 judeus acolhidos em casas religiosas femininas de Roma, Lancellotti é uma expressão singular de amor", diz postagem no perfil dos judeus de esquerda. 

Em nota, os sionistas acusam Lancellotti de ser "parcial" e classificam sua conduta como "ofensiva". Também qualificam o Hamas como "terrorista", expressam posicionamento favorável a um cessar-fogo e pedem a "queda" do governo de Benjamin Netanyahu. 

O ato em São Paulo marcou o Dia Mundial de Solidariedade ao Povo Palestino, que teve manifestações em cidades do Brasil e do mundo. Na Avenida Paulista, bandeiras foram agitadas apenas por partidos de esquerda, entre eles o Psol, PCB, PCOL e PSTU, com participação mais discreta de membros do PT e PCdoB. A predominância foi de bandeiras palestinas, mas notou-se a presença de algumas bandeiras associadas ao Hamas. Gritos de protesto como "Estado de Israel/Estado assassino. Viva a luta do povo palestino" e "chega de chacina/PM na favela/Israel na Palestina" ecoaram, apesar da presença de forças da Polícia Militar.