Jungmann quer capitalizar uso das Forças Armadas para disputar governo do Rio

Ministro da Defesa, Raul Jungmann, avalia capitalizar politicamente a utilização das Forças Armadas no reforço da segurança no Rio de Janeiro podendo transferir seu domicílio eleitoral de maneira a viabilizar uma potencial candidatura ao governo fluminense em 2018; embora Jungmann negue esta possibilidade, ela foi confirmada pelo presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP); "É algo que o próprio partido admite como uma hipótese", diz

O ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, durante coletiva de imprensa em Brasília 25/05/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
O ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, durante coletiva de imprensa em Brasília 25/05/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)

Rio 247 - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, avalia capitalizar politicamente a utilização das Forças Armadas no reforço da segurança no Rio de Janeiro podendo transferir seu domicílio eleitoral para o Estado de maneira a viabilizar uma potencial candidatura ao governo fluminense nas eleições do próximo ano. Embora Jungmann negue esta possibilidade, ela foi confirmada pelo presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP). Atualmente Jungmann é suplente de deputado federal por Pernambuco.

"É algo que o próprio partido admite como uma hipótese. Ele é um nome nacional. A presença dele frente à movimentação das Forças Armadas (no Rio) o credenciam. Ele está tendo um papel de expressão nisso ", afirmou Freire. "Também foi levantada a possibilidade de Brasília, mas a presença dele no Rio é mais forte", completou.

Apesar da afirmativa de Freire, Jungmann nega que pretenda disputar a eleição para o governo do Rio de Janeiro. "Isso vai ficar claro no dia 21 de setembro (sic) quando acabar o prazo para transferir o domicílio eleitoral" assegurou. O prazo de transferência do domicílio eleitoral para o candidato, porém, termina no dia 7 de outubro.

Além de aparecer à frente das operações de segurança no Rio, o nome de Jungmann ganhou força no vácuo das denúncias que atingiram em cheio o PMDB, maior força política do Estado. A maior liderança do partido, o ex-governador Sérgio Cabral foi preso por corrupção, e o ex-prefeito Eduardo Paes aguarda o andamento das investigações contra ele a partir da delação premiada da Odebrecht.

 

Conheça a TV 247

Mais de Sudeste

Ao vivo na TV 247 Youtube 247