Justiça determina quebra de sigilos de ex-secretário de Saúde do Rio

A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário e o bloqueio dos bens do ex-secretário Estadual de Saúde do Rio Edmar Santos. De acordo com o MP, o governo comprou "411 equipamentos a mais do que seria necessário"

Edmar Santos
Edmar Santos (Foto: Eliane Carvalho/GOVRJ)
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247 - A Justiça determinou a quebra do sigilo bancário e o bloqueio dos bens do ex-secretário Estadual de Saúde do Rio Edmar Santos. O governo pagou antecipadamente R$ 36 milhões para três empresas, mas nenhum respirador chegou até os hospitais. De acordo com o Ministério Público, houve um exagero na compra de mil respiradores, entre o fim de março e o começo de abril. O MP acusou ele e outras sete pessoas de improbidade administrativa.

"O resultado encontrado pela apuração minuciosa feita pelo TCE-RJ foi de um superdimensionamento de 70%, equivalente à contratação de 411 equipamentos a mais do que seria necessário", disse o MP.

O órgão afirmou que ex-dirigente foi quem definiu a quantidade de respiradores que seriam comprados. 

Quando ainda estava no cargo, Santos gravou um vídeo negando irregularidades nos contratos que estavam sendo investigados.

"Fui eu, secretário de Saúde que pediu que os órgão de controle estivessem próximos, para que a gente possa corrigir qualquer erro administrativo, e é normal que num momento de emergência, com vários contratos sendo assinados, que possa ocorrer algum ato administrativo, mas nunca nenhum ato de inidoneidade. E os atos administrativos cabem à própria administração corrigi-los. E é o que vamos fazer com cada um que encontrarmos", disse.

O nome dele não aparece na denúncia criminal do MP sobre a fraude na compra dos respiradores, e sim em outro processo, o de improbidade administrativa.

Edmar Santos foi exonerado do cargo de Saúde no dia 17 de maio.

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