Justiça nega soltura de presos da Operação Saqueador sem tornozeleira

O Plantão Judiciário da Justiça Federal no Rio de Janeiro negou nesta tarde o pedido de prisão domiciliar sem tornozeleiras eletrônicas dos cinco presos na Operação Saqueador da Polícia Federal; ontem (1º), o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, concedeu prisão domiciliar para Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira; Adir Assad; Marcelo Abbud; Cláudio Abreu e Fernando Cavendish; entretanto, devido à crise financeira do governo do Rio, faltam tornozeleiras eletrônicas

Rio de Janeiro - Empresário Carlinhos Cachoeira (de preto), o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu (de branco) e o empresário Adir Assad (de jaqueta) embarcam na viatura da Polícia Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Empresário Carlinhos Cachoeira (de preto), o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu (de branco) e o empresário Adir Assad (de jaqueta) embarcam na viatura da Polícia Federal (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Romulo Faro)
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Flávia Villela - repórter da Agência Brasil

O Plantão Judiciário da Justiça Federal no Rio de Janeiro negou hoje (2) à tarde, o pedido de prisão domiciliar sem tornozeleiras eletrônicas dos cinco presos na Operação Saqueador da Polícia Federal. Ontem (1º), o desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, concedeu prisão domiciliar para Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira; Adir Assad; Marcelo Abbud; Cláudio Abreu e Fernando Cavendish. Entretanto, devido à crise financeira do governo do Rio, faltam tornozeleiras eletrônicas.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que os presos foram transferidos do presídio Ary Franco, em Água Santa, zona norte do Rio de Janeiro, para o presídio Bangu 8, em Bangu, zona oeste, onde ficam os presos com curso superior. Ainda segundo a Seap, somente na quinta-feira (7), as novas tornozeleiras devem chegar.

O advogado de Marcelo José Abbud e Adir Assad, Miguel Pereira Neto, disse que resta uma petição simples a ser apreciada pelo Plantão Judiciário e tem esperanças de que seus clientes sejam soltos ainda hoje. "Ainda acredito que, por uma questão de coerência e razoabilidade, o tribunal vai decidir ainda hoje que eles devem esperar em casa pelas tornozeleiras. Mas se o tribunal proibir, cabe uma reclamação, quando uma instância originária descumpre uma decisão do tribunal, que é uma instância superior", explicou.

Segundo o advogado, Abbud tem uma condição diferenciada por possuir tornozeleiras desde que foi condenado no processo da Lava Jato.

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