Latuff retrata declaração de ministro sobre o tráfico no Rio
O cartunista Lautff retratou as declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre a criminalidade e o tráfico de drogas no estado do Rio de Janeiro em sua nova charge; nesta quarta-feira, 1º, Torquato Jardim disse que a Segurança Pública do Rio voltou a patamares descritos nos filmes Tropa de Elite; "Há toda uma linha de comando que precisa ser investigada, (que está) sendo analisada. Nós temos informação: R$ 10 milhões por semana na Rocinha com gato de energia elétrica, tv a cabo, controle da distribuição de gás e o narcotráfico. Em um espaço geográfico pequeno. Você tem um batalhão, uma UPP lá. Como aquilo tudo acontece sem conhecimento das autoridades?"
Rio 247 - O cartunista Carlos Lautff retratou as declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim, sobre a criminalidade e o tráfico de drogas no estado do Rio de Janeiro em sua nova charge.
Nesta semana, o ministro da Justiça disse que a Polícia Militar do Rio de Janeiro estaria associada com o crime organizado. Mais ainda: de que as indicações para comandar os batalhões da PM na capital seriam previamente combinadas com um deputado federal do estado.
Em entrevista ao jornal O Globo nesta quarta-feira, 1º, Torquato Jardim disse que a Segurança Pública do Rio voltou a patamares descritos nos filmes Tropa de Elite. "Há toda uma linha de comando que precisa ser investigada, (que está) sendo analisada. Nós temos informação: R$ 10 milhões por semana na Rocinha com gato de energia elétrica, tv a cabo, controle da distribuição de gás e o narcotráfico. Em um espaço geográfico pequeno. Você tem um batalhão, uma UPP lá. Como aquilo tudo acontece sem conhecimento das autoridades? Como passa na informalidade? Em algum lugar, voltamos à Tropa de Elite 1 e 2. Em algum lugar alguma coisa está sendo autorizada informalmente", disse Jardim.
O ministor disse também que considera "natural" que o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, tenha ficado "indignado" com as declarações dele. "Eles têm que ficar, têm suas razões para ficar. Como eu tenho minhas razões para ter as minhas opiniões. Então vamos sentar e acertar o passo. O chefe da Polícia Civil e depois o Secretário de Segurança, semanas atrás, disseram que podiam operar sem as Forças Armadas, que as Forças Armadas são um instrumento muito pesado. Eles tiveram a avaliação deles, não tiveram? Não falaram livremente? Eles revelaram a vontade do governador do Estado? Não sei. Eles revelaram uma avaliação oficial para dizer que bastava dar o dinheiro que eles faziam o resto? Eles nunca responderam isso. Estou fazendo minha avaliação também de forma informal. Não cabe ao governo federal emitir juízo sobre o governo estadual. Agora o agente governo federal, com a experiência que tem e com os fatos que conhece, não se sente intimidado a não fazer comentários", afirmou.