Leonel Brizola Neto critica privilégios do Judiciário: “caixa-preta”

Vereador do PSOL no Rio de Janeiro, neto do ex-governador Leonel Brizola, resgata, em entrevista à TV 247, uma proposta do avô: eleição para o setor Judiciário; "Quando temos um juiz vestido de super herói, estamos indo para o fundo do poço, estamos destruindo a democracia. Se tivesse eleição, eu tenho certeza que nada disso estaria acontecendo", diz; ele critica também a série de "privilégios para incrementar o salário, que já é altíssimo", recebidos pelos juízes; "E isso nunca pode ser questionado. É uma caixa preta", diz; assista

brizola neto
brizola neto (Foto: Gisele Federicce)

Por Túlio Ribeiro, para o 247 - O vereador Leonel Brizola Neto (PSOL-RJ) concedeu uma entrevista a Túlio Ribeiro, para a TV 247, e criticou a perseguição judiciária ao ex-presidente Lula e os privilégios dos juízes.

"Isso é um retrocesso, uma maldade... o golpe de 64 era com tanque e soldado. Agora é com a caneta do juiz. Mas o juiz tem que servir ao povo, junto com a Constituição. E quem julga o juiz?", questionou.

"Quando temos um juiz vestido de super herói, estamos indo para o fundo do poço, estamos destruindo a democracia. Por que não resgatamos uma proposta do Brizola, que era a de eleição para o juiz? Dar oportunidade para o povo. Agora parece que é tudo programado. Se tivesse eleição, eu tenho certeza que nada disso estaria acontecendo", sugeriu, em referência ao ex-governador do Rio Leonel Brizola, seu avô.

Ele ressaltou ainda os privilégios recebidos pelos magistrados. "Salários aviltantes do Judiciário, privilégios e privilégios. Um custo absurdo, auxílio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-livro... uma série de prerrogativas de privilégios para incrementar o salário, que já é altíssimo. E isso nunca pode ser questionado. É uma caixa preta", ressaltou.

O vereador falou ainda da situação específica da violência e da crise econômica no Rio de Janeiro. "Todo esse processo de Lava Jato, houve uma destruição da indústria naval, da construção de Itaboraí (onde ficaria o Comperj, refinaria da Petrobras), onde faria o refino do petróleo. Tá saindo tudo de graça do nosso país", afirmou. Ele defendeu também a eleição de um Congresso progressista.

Sobre o golpe, declarou: "A situação é crítica, muito crítica. Chego a dizer que é pior do que 64. Nunca na nossa história houve uma entrega desse patrimônio do povo brasileiro para as empresas estrangeiras. Eletricidade, minério, petróleo, terra. Estão vendendo a terra para empresas estrangeiras. E a história mostra que a direita, quando fica longe do poder, ela apela para um golpe de Estado. Foi isso que aconteceu, só que agora mais sofisticado. Ela usa a caneta de um juiz".

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