Lindbergh: medidas vão criar problema na nossa base social
Senador petista Lindbergh Farias (RJ) criticou o corte de investimentos e até R$ 3,8 bilhões em despesas com a saúde; ele afirmou ainda que a decisão do governo de adiar em seis meses o reajuste do funcionalismo público é uma "declaração de guerra" aos servidores; e que as reações do PT e de movimentos sociais contra as novas medidas serão "muito maior" do que na primeira etapa do ajuste fiscal: "Vai criar um problema na nossa base social, naqueles que estão lutando contra o golpe que está em curso", disse
247 - O senador petista Lindbergh Farias (RJ) alertou nesta segunda-feira, 14, que as reações do PT e de movimentos sociais contra as novas medidas para alcançar um superávit primário de 0,7% em 2016, serão "muito maior" do que na primeira etapa do ajuste fiscal. "Vai criar um problema na nossa base social, naqueles que estão lutando contra o golpe que está em curso", disse.
Ele criticou o corte de investimentos e até R$ 3,8 bilhões em despesas com a saúde. Afirmou ainda que a decisão do governo de adiar em seis meses o reajuste do funcionalismo público é uma "declaração de guerra" aos servidores.
Coordenador da Subcomissão Permanente de Avaliação do Sistema Tributário Nacional do Senado, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que constatou que o peso dos tributos no país é mais sentido pelos mais pobres e pela classe média do que pelos mais ricos.
O debate mostrou que os 10% mais pobres do Brasil destinam 32% de sua renda para o pagamento de tributos, enquanto os 10% mais ricos, apenas 21%. Os dois pesquisadores e o senador concordaram com a necessidade de medidas para restabelecer a justiça tributária, a começar pelo retorno da tributação sobre a distribuição de dividendos pelas empresas a seus acionistas.