Marina tenta reverter às pressas imagem no pré-sal

Campanha do PSB organiza ato no Rio de Janeiro para Marina Silva explicar “mal-entendido” sobre interrupção na produção do pré-sal, caso vença a eleição; “temos que sair da idade do petróleo", disse ela, que dedica apenas uma linha nas 242 páginas de seu programa de governo ao assunto; posição corroeu popularidade da ex-senadora no Estado e não conseguiu alavancar imagem dela no agronegócio

Campanha do PSB organiza ato no Rio de Janeiro para Marina Silva explicar “mal-entendido” sobre interrupção na produção do pré-sal, caso vença a eleição; “temos que sair da idade do petróleo", disse ela, que dedica apenas uma linha nas 242 páginas de seu programa de governo ao assunto; posição corroeu popularidade da ex-senadora no Estado e não conseguiu alavancar imagem dela no agronegócio
Campanha do PSB organiza ato no Rio de Janeiro para Marina Silva explicar “mal-entendido” sobre interrupção na produção do pré-sal, caso vença a eleição; “temos que sair da idade do petróleo", disse ela, que dedica apenas uma linha nas 242 páginas de seu programa de governo ao assunto; posição corroeu popularidade da ex-senadora no Estado e não conseguiu alavancar imagem dela no agronegócio (Foto: Roberta Namour)

247 – A “gafe” de Marina Silva sobre a produção do pré-sal no Brasil pesou em sua popularidade. Depois de dizer que o petróleo é um “mal necessário” e que temos de “acabar com a idade do petróleo”, candidata do PSB à Presidência tenta, às pressas, reverter imagem no setor.

Em seu programa na TV, a presidente Dilma Rousseff acusou a candidata do PSB de querer "acabar com o pré-sal".

O partido organiza um ato no Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira, para Marina explicar o “mal entendido”. O apoio à ex-senadora no estado, segundo nota do colunista Ilimar Franco, está sendo corroído, e um dirigente de sua campanha afirma que é preciso acabar logo com essa “cortina de fumaça”.

O atual programa do PSB diz que o petróleo e seus derivados "continuarão a ser fonte importante na matriz energética brasileira", mas defende necessidade de investimento em energia limpa.

"Ninguém vai acabar com o pré-sal. Ele é como se fosse uma reserva de valor. Mas é preciso entender que o futuro da Petrobras não é como uma empresa exclusivamente de petróleo, mas de energia", disse o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB).

Se Marina ficou queimada na pré-sal, também não conseguiu ganhar popularidade no agronegócio. Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, o PT de Dilma recebeu R$ 2 milhões em doações de empresas sucroalcooleiras em 29 de agosto, um dia depois de Marina atacar a política do governo para o etanol e prometer apoio aos produtores. Antes da fala de Marina, o setor deu R$ 1,75 milhão ao PSB.

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