MEC não respeita votação de diretor do CEFET e indica assessor de Weintraub para o cargo

Professores e funcionários da instituição de ensino técnico no Rio de Janeiro atribuem o gesto do governo, que quebra uma tradição de mais de uma década, ao papel que a escola assumiu em defesa de uma educação pública e de qualidade recentemente

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247 - O CEFET-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca), no Rio de Janeiro, sofreu uma intervenção do Ministério da Educação nesta sexta-feira 16, ao ter rejeitado o nome de um diretor que foi eleito democraticamente. Para o lugar dele, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, enviou um de seus assessores, Maurício Aires Vieira.

Tecnicamente, o MEC não é obrigado a aceitar os nomes eleitos para as direções das instituições de ensino. No entanto, trata-se de uma tradição de cerca de dez anos, tornando-se um sinal de respeito não alterar os nomes escolhidos. O governo de Jair Bolsonaro, porém, tem quebrado essa tradição e deixado de respeitar as escolhas.

O nome eleito para dirigir o CEFET-RJ foi o de Maurício Motta, que passou a receber críticas em um clima de instabilidade criado para prejudicá-lo, de acordo com pessoas que trabalham no local. O MEC, sob o argumento de que estaria solucionando esse clima, enviou como novo diretor-geral um assessor de Weintraub para, segundo a pasta, comandar a escola "temporariamente".

Integrantes da instituição lembram que Maurício, o primeiro colocado na votação, tem como comportamento comum ouvir os estudantes e ter diálogo próximo do DCE e do Grêmio. A interpretação de professores e outros funcionários é de que o MEC agiu para punir uma instituição que tem assumido um papel importante na luta pela educação pública e de qualidade.

Abaixo, a crítica da professora Elika Takimoto, coordenadora de Física no Centro:

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