Militares destroem barricadas e incentivam denúncias em alto falantes

As Forças Armadas e as polícias Civil e Militar realizam operações nas favelas Vila Aliança, Coreia e Vila Kennedy, no Rio de Janeiro, onde destroem barricadas do tráfico, revistam carros e pedem documentos de quem entra na favela; caminhões do Exército trabalham com alto falantes e divulgam um número de telefone para denúncias; ação ocorre dois dias após criminosos assassinarem o subcomandante da UPP da Vila Kennedy, o segundo tenente Guilherme Lopes da Cruz, 26

Rio de Janeiro - As Forças Armadas participam hoje (18) de uma operação conjunta com a Polícia Federal e as polícias estaduais na comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - As Forças Armadas participam hoje (18) de uma operação conjunta com a Polícia Federal e as polícias estaduais na comunidade do Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - As Forças Armadas e as polícias civil e militar realizam desde a madrugada desta sexta-feira (23) operações nas favelas Vila Aliança, Coreia e Vila Kennedy, na zona oeste da região metropolitana do Rio. Nesta última, eles destroem barricadas do tráfico, revistam carros e pedem documentos de quem entra na favela.

Caminhões do Exército trabalham com alto falantes e divulgam um número de telefone para denúncias, porque as Forças Armadas tentam contar com o apoio da população para descobrir armamentos escondidos e encontrar suspeitos de pertencerem ao crime organizado.

A ação conta com cerca de 3.200 militares e ocorre dois dias após criminosos assassinarem o subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Kennedy, o segundo tenente Guilherme Lopes da Cruz, 26, enquanto comprava comida em um drive-thru de uma lanchonete. Ele estava envolvido na investigação do homicídio de um sargento do Exército na terça-feira (20).

As Forças Armadas não esclareceram se a operação desta sexta-feira (23) está relacionada aos dois assassinatos. Em nota, a corporação afirmou que a operação faz parte de uma programação de ações da operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), em vigor desde julho do ano passado. Vale ressaltar que as ações no âmbito da intervenção federal ainda não tiveram início. 

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