Molon: “Emendas não podem servir para um presidente escapar da Justiça”

Em entrevista à revista Carta Capital, o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) falou sobre a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e como Temer usou verba de emendas parlamentares e para estados e municípios como uma maneira de se salvar; "Estamos vendo o poder executivo usar o dinheiro público para comprar apoio no Congresso e tentar impedir o avanço de um processo criminal... Um movimento explícito de distribuição de cargos e de dinheiro público em troca de votos para enterrar a denúncia... Não tenho dúvida de que o que ocorreu foi ilícito", disse Molon

Sessão solene em comemoração aos 190 anos do Parlamento brasileiro.

Em discurso na tribuna do plenário do Senado, Deputado Alessandro Molon (PT-RJ)
Sessão solene em comemoração aos 190 anos do Parlamento brasileiro. Em discurso na tribuna do plenário do Senado, Deputado Alessandro Molon (PT-RJ) (Foto: Charles Nisz)

Rio 247 - Nas últimas semanas, na tentativa de se salvar na votação da denúncia por corrupção passiva na Comissão de Constituição e justiça da Câmara, Michel Temer liberou até R$ 15 bilhões em verbas para estados e municípios. Para emendas parlamentares foram liberados R$ 1,9 bilhões. Para efeito de comparação, nos cinco meses anteriores, foram liberados R$ 1,8 bilhões em emendas parlamentares.

"Estamos vendo o poder executivo usar o dinheiro público para comprar apoio no Congresso e tentar impedir o avanço de um processo criminal... Um movimento explícito de distribuição de cargos e de dinheiro público em troca de votos para enterrar a denúncia... Não tenho dúvida de que o que ocorreu foi ilícito", afirma o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), em entrevista à revista Carta Capital. Foi seu partido que levantou os dados das liberações de emendas e recorreu ao Ministério Público para que uma investigação formal aconteça. 

O parlamentar falou também sobre o posicionamento da Rede nas próximas eleições presidenciais - que terá Marina Silva como candidata - e os próximos capítulos da denúncia contra Michel Temer na Câmara - será votada em 2 de agosto. "Nenhum dos dois lados tem votos suficientes para derrotar o outro ainda. Então vamos continuar mobilizando a sociedade". Confira a íntegra da entrevista aqui:

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