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Mônica Bergamo denuncia tortura em São Paulo e cobra Tarcísio

Operação da PM na Baixada Santista completa um mês e já deixa 22 mortos; moradores já relataram dois casos de tortura

Jornal Folha de S.Paulo e Tarcísio de Freitas (Foto: Divulgação | ABR)
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247 - A colunista do jornal Folha de S. Paulo Mônica Bérgamo, denunciou o esquema de tortura na operação da Polícia Militar na Baixada Santista que matou ao menos 22 pessoas. A reportagem publicada pela Folha traz o relato da família do gravador Willians dos Santos Santana, 36 anos. Seu corpo foi encontrado com vários sinais de tortura, entre elea um ferimento no rosto, um hematoma na cabeça, as unhas das mãos arrancadas, cortes e perfurações nos braços. A reportagem revela, ainda, que este caso é o segundo com relatos de suposta tortura na Operação Escudo, que completa um mês nesta segunda (28).

Moradores do bairro de Perequê, no Guarujá, onde a vítima residia, relataram os indícios de tortura e reforçaram denúncias sobre abusos na operação policial.De acordo com o relato de oito moradores, incluindo familiares e vizinhos, Santana foi morto com seis tiros de pistola por policiais militares em seu próprio barraco no dia 18. Testemunhas afirmam que ouviram gritos de socorro e que presenciaram tanto sinais de tortura no corpo quanto na cena do crime. Um alicate ensanguentado e uma faca foram encontrados próximos ao corpo da vítima.

Um caso anterior de suposta tortura foi registrado em 28 de julho na Vila Baiana, também no Guarujá, quando gritos de socorro e marcas de cigarro e cortes nos braços foram relatados por moradores.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) negou as alegações de tortura, afirmando que todos os laudos oficiais, revisados pelo Instituto Médico Legal, foram conduzidos de acordo com a lei e que não apresentaram sinais de abuso.

Willians dos Santos Santana era conhecido na comunidade por ter trabalhado como encanador em projetos da Sabesp e da Prefeitura de Guarujá. Moradores afirmaram que ele também exercia trabalhos como eletricista e cabeleireiro autônomo. No entanto, recentemente, Santana teria sido ameaçado por policiais militares, alegando que ele poderia ser uma das vítimas de um suposto plano de assassinato de quatro pessoas na comunidade do Perequê.