Moradores do Caramujo se revoltam após morte

Quatro ônibus e outros três veículos foram incendiados no conjunto de favelas em Niteroi (RJ); ação do Bope e do Batalhão de Choque resultou na morte de adolescente de 17 anos e do eletricista Anderson Santos Silva, 21, que voltava de uma missa e tentou proteger a família do tiroteio entre PMs e traficantes; Arquidiocese do Rio lamentou a morte do rapaz, que atuava na animação musical das celebrações; Complexo do Caramujo transformou-se em ‘sucursal’ do Alemão após pacificação; bandidos da Penha teriam migrado para o conjunto de favelas niteroiense

Quatro ônibus e outros três veículos foram incendiados no conjunto de favelas em Niteroi (RJ); ação do Bope e do Batalhão de Choque resultou na morte de adolescente de 17 anos e do eletricista Anderson Santos Silva, 21, que voltava de uma missa e tentou proteger a família do tiroteio entre PMs e traficantes; Arquidiocese do Rio lamentou a morte do rapaz, que atuava na animação musical das celebrações; Complexo do Caramujo transformou-se em ‘sucursal’ do Alemão após pacificação; bandidos da Penha teriam migrado para o conjunto de favelas niteroiense
Quatro ônibus e outros três veículos foram incendiados no conjunto de favelas em Niteroi (RJ); ação do Bope e do Batalhão de Choque resultou na morte de adolescente de 17 anos e do eletricista Anderson Santos Silva, 21, que voltava de uma missa e tentou proteger a família do tiroteio entre PMs e traficantes; Arquidiocese do Rio lamentou a morte do rapaz, que atuava na animação musical das celebrações; Complexo do Caramujo transformou-se em ‘sucursal’ do Alemão após pacificação; bandidos da Penha teriam migrado para o conjunto de favelas niteroiense (Foto: Camila Nunes)

247 - Pelo menos quatro ônibus e outros três veículos foram incendiados no conjunto de favelas da comunidade do Caramujo, no sábado (19), em Niteroi (RJ), após a morte de dois jovens durante ação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque. Um garoto de 17 anos estava na carona de uma moto e morreu após o veículo colidir com um um carro blindado. O caso foi registrado como acidente de trânsito. Na madrugada de sexta-feira (18), uma ação da Polícia Militar para acabar com um baile funk teve tiroteio e dois irmãos baleados quando iam para uma vigília de Páscoa. Um deles morreu. Anderson Santos Silva, 21.

As mortes causaram revolta entre a população da comunidade. Cerca de 100 manifestantes incendiaram os veículos na Rodovia Amaral Peixoto, na Região Metropolitana do Rio, na tarde do sábado. O acesso ao Morro da Caixa D’Água foi fechado e várias barricadas, montadas, impedindo a passagem de motoristas, inclusive de carros da PM.

Anderson Santos Silva teria morrido ao ser atingido por uma bala perdida durante tiroteio entre suspeitos e policiais, que haviam recebido denúncia de que traficantes circulavam por um baile funk no local. O jovem foi socorrido e levado para o hospital, mas não resistiu. A irmã dele, que também foi baleada, permanece internada.

Segundo o portal G1, a Arquidiocese do Rio, em nota, lamentou o a morte e informou que o jovem foi atingido ao tentar proteger parentes dos tiros. "Anderson, que atuava na animação musical das celebrações, ia com sua mãe e sua irmã para a igreja, onde participariam da procissão penitencial. No trajeto que faziam de casa para a igreja, começou um tiroteio entre a polícia e membros da comunidade. O jovem, procurando defender sua mãe e sua irmã, foi atingido e morreu. Rezamos pelo consolo da família do Anderson, e manifestamos nossa solidariedade a todas as famílias que constantemente enfrentam situações de violência", diz a nota.

O jornal O Dia, citando relato de testemunhas, informa que Anderson assistiu a uma missa e fez orações com a irmã, a mãe, a namorada e amigos. Na saída da Igreja Nossa Senhora de Nazareth, o grupo cruzou com o confronto. O jovem se jogou na frente da mãe e da irmã para protegê-las, mas foi atingido. O corpo do eletricista chegou ao Instituto Médico-Legal apresentando ao menos três perfurações no crânio.

Ainda segundo O Dia, o Complexo do Caramujo transformou-se em uma espécie de ‘sucursal’ do Alemão, no Rio. Após a pacificação, bandidos da Penha teriam migrado para o conjunto de favelas niteroiense.

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