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Moraes manda governo do Rio enviar à PF vídeos da operação que matou 121 pessoas

Decisão fixa prazos para governo do Rio e MP fluminense no âmbito da ADPF das Favelas após ação que deixou 121 mortos no Alemão e na Penha

Moraes manda governo do Rio enviar à PF vídeos da operação que matou 121 pessoas (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

247 - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (20) que o governo do Rio de Janeiro encaminhe à Polícia Federal (PF) as imagens captadas por câmeras utilizadas por policiais durante a Operação Contenção. A informação foi divulgada pelo SBT News.

A ação policial ocorreu em 28 de outubro de 2025, nos complexos do Alemão e da Penha, e terminou com 121 mortes, sendo considerada a mais letal da história do país. Pela decisão, o material audiovisual deverá ser enviado no prazo máximo de 20 dias.

Além das gravações feitas no decorrer da operação, Moraes determinou que também sejam encaminhadas as filmagens realizadas durante os exames cadavéricos. Segundo o ministro, as imagens devem ser remetidas à PF para “realização de perícia, com transcrição e laudo, no prazo de 15 dias da remessa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro”.

A decisão também estabelece novos prazos para outros órgãos envolvidos no acompanhamento da política de segurança pública fluminense. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) terá cinco dias para apresentar informações atualizadas sobre o estágio de análise do Plano Estratégico de Reocupação Territorial apresentado pelo governo estadual.

O mesmo prazo de cinco dias foi fixado para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que deverá encaminhar relatórios e laudos produzidos acerca da regularidade da operação policial.

A determinação foi proferida no âmbito da chamada ADPF das Favelas. Nessa ação, o STF reconheceu a existência de um estado de coisas inconstitucional na segurança pública do Rio de Janeiro e estabeleceu uma série de medidas voltadas à retomada de territórios dominados por facções criminosas e à redução da letalidade policial no estado.