Morte de Zico Bacana não tem conexão com assassinatos de Marielle e Anderson, dizem investigadores
Investigadores avaliam distanciamento entre os eventos, enquanto nova fase da investigação revela detalhes da execução da vereadora e do motorista
247 - Os desdobramentos na investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes tomaram um novo rumo com a morte do ex-vereador Jair Barbosa Tavares, conhecido como Zico Bacana, morto nesta segunda-feira (7) em um ataque a tiros em uma padaria em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Investigadores que conduzem afirmam ao G1, sob condição de anonimato, que não encontraram conexões substanciais entre os homicídios de Zico Bacana e os de Marielle e Anderson.
A reportagem destaca que em abril de 2018, Zico Bacana havia sido convocado para depor na Delegacia de Homicídios (DH) no contexto do assassinato da parlamentar e do motorista. Além disso, ele esteve sob investigação por alegadamente liderar uma milícia na mesma localidade em que foi atacado.
Os investigadores ouvidos pela reportagem destacaram que Zico Bacana já tinha enfrentado uma tentativa de assassinato em novembro de 2020. Naquela ocasião, ele revelou à imprensa que foi atingido superficialmente por um disparo na cabeça enquanto estava em um bar em Ricardo de Albuquerque, também na Zona Norte do Rio, após um dia de atividades de campanha.
Enquanto isso, a investigação mais recente do caso Marielle eAnderson deu um passo significativo no mês passado, quando a Polícia Federal realizou uma operação com base na delação premiada do ex-policial militar Élcio de Queiroz. Pela primeira vez, ele admitiu ter dirigido o veículo utilizado na execução da vereadora e do motorista, ocorrida em março de 2014. Élcio de Queiroz também confirmou que os disparos fatais foram realizados pelo ex-policial Ronie Lessa, ambos atualmente detidos em Brasília, sem previsão de prestar novos depoimentos.