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'Movimento Fora Cunha' ganha mais adesões no RJ

O barulhaço marcado para esta sexta-feira (17) contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ganhou mais adesões nas últimas hora; nesta sexta, o peemedebista fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV; durante cinco minutos, a população está sendo convidada a fazer barulho contra impunidade nos 23 processos em que o parlamentar é réu por corrupção; a população também vai criticar manobras de Cunha para colocar em votação a redução da maioridade penal e o financiamento empresarial de campanhas eleitorais

O barulhaço marcado para esta sexta-feira (17) contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ganhou mais adesões nas últimas hora; nesta sexta, o peemedebista fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV; durante cinco minutos, a população está sendo convidada a fazer barulho contra impunidade nos 23 processos em que o parlamentar é réu por corrupção; a população também vai criticar manobras de Cunha para colocar em votação a redução da maioridade penal e o financiamento empresarial de campanhas eleitorais (Foto: Leonardo Lucena)

Rio 247 - O barulhaço marcado para esta sexta-feira (17) contra o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ganhou mais adesões nas últimas horas. Um grupo que estava organizando uma manifestação no bairro da Glória decidiu reforçar o barulhaço marcado para a Cinelândia, no Centro do Rio, com concentração a partir das 18h, nas escadarias da Câmara Municipal.

Nesta sexta, o peemedebista fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, das 20h25 às 20h30. Durante cinco minutos, a população está sendo convidada a fazer barulho contra impunidade nos 23 processos em que o presidente da Câmara é réu por corrupção. A população também vai criticar redução da maioridade penal como prioridade no combate à violência; o atropelo do regimento interno do Poder Legislativo; e o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

Em maio, a Câmara dos Deputados rejeitou a Proposta de Emenda Constitucional que instituia o financiamento empresarial a partidos e candidatos. Mas no dia seguinte Cunha submeteu novamente à apreciação dos deputados a possibilidade de doações a partidos para fins eleitorais. Este mesmo processo foi feito relação à redução da maioridade penal, que havia sido rejeitada, mas recebeu uma emenda aglutinativa para ser voada novamente.

No início deste mês, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) divulgou nota dizendo que "não se pode alterar o que está estabelecido pelo artigo 228 da Constituição Federal; e o artigo 60, que trata de emenda à Constituição, veda a deliberação sobre matéria que tente abolir direito ou garantia individual" (leia aqui). A entidade também criticou a manobra referente ao financiamento privado de campanha (leia aqui).

A atividade na Cinelândia está sendo puxada pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), coordenada por Virgínia Berriel; pelo secretário nacional sindical do PT, Indalécio Wanderley; pelo secretário sindical do PT do Rio de Janeiro, Aurélio Medeiros, e diversas entidades do movimento social.