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MPRJ diz ter "indícios suficientes" de peculato no gabinete de Carlos Bolsonaro

De acordo com o MPRJ, além de desvio, a prática de "rachadinha" pode configurar apropriação indevida de recursos

Carlos Bolsonaro (Foto: Eduardo Barreto/CMRJ)

247 - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou à Justiça fluminense ter "indícios suficientes" de peculato no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, através do desvio de salários de assessores fantasmas entre 2001 e 2019, em prática conhecida como "rachadinha". 

De acordo com o MPRJ, além de desvio, a prática pode configurar apropriação indevida de recursos. A investigação apontou ainda para indícios de organização criminosa, já que haveria uma “divisão de tarefas” no gabinete, “caracterizada pela permanência e estabilidade, formada desde o ano de 2001 por diversos assessores nomeados pelo parlamentar”.

O MPRJ concluiu nesta quarta-feira (22) que oito ex-funcionários do gabinete de Carlos Bolsonaro mantinham, enquanto nomeados, ocupações incompatíveis com o cargo de assessor parlamentar. O órgão apontou para a possibilidade de que “a remuneração de seus cargos fosse desviada pelo agente público”. (Com informações do Globo). 

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