MST desmente Zema e denuncia que despejo de 450 famílias sem terra segue a todo vapor

MST de Minas Gerais denuncia que, ao contrário do anunciado ontem pelo governador de Minas, Romeu Zema, seguem na manhã desta quinta-feira as violentas ações de despejo no acampamento Quilombo Campo Grande. PM de Minas avança contra os sem-terra

Romeu Zema; polícia avança sobre o acampamento Quilombo Campo Grande
Romeu Zema; polícia avança sobre o acampamento Quilombo Campo Grande (Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG | Gean Gomes)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) denunciou nesta quinta-feira (13) que, ao contrário do anunciado ontem pelo governador de Minas, Romeu Zema (Novo-MG), a ação de despejo no acampamento Quilombo Campo Grande segue , com policiais no local desde a madrugada. 

"Despejo continua, polícia avança sobre o acampamento Quilombo Campo Grande. A sede da Escola Popular Eduardo Galeano foi demolida nesta manhã. Mais de 200 homens estão no local neste" -esta foi a mensgaem urgente do MST distribuída no meio da manhã.   

Zema declarou na tarde desta quarta-feira, (12), que havia suspendido o cumprimento de uma decisão judicial de reintegração de posse do acampamento Quilombo Campo Grande, que reúne 450 famílias sem-terra no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, mas, como denunciou a entidade, não cumpriu com o que disse. 

Toda a ação começou despejo começou nesta quarta-feira (12) quando cerca de 450 famílias de um acampamento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio, município do Sul do estado de Minas, foi despejada em meio à pandemia da Covid-19. 

A reintegração de posse, que prevê a retirada da vila de moradores e da estrutura da Escola Popular Eduardo Galeano, foi emitida pela Justiça estadual mesmo sob decreto de calamidade pública em Minas Gerais devido à pandemia do novo coronavírus. As famílias seguem no local e tentam negociar a permanência na área. Até o momento, apenas a área da Escola foi reintegrada. 

A dirigente da regional do MST no Sul de Minas, Tuíra Tule, questiona a ação arbitrária de despejo das famílias do Acampamento Quilombo Campo Grande e reafirma o sonho de construir no espaço uma Universidade Popular, um polo da agroecologia na região: "Esse espaço para nós é o sonho do conhecimento e mais uma vez estamos sofrendo uma reintegração de posse ilegítima."

acampamento-quilombo


acampamento-quilombo


acampamento-quilombo


O acampamento Quilombo Campo Grande foi instalado há mais de 20 anos na terra da Usina Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia) que faliu em 1990. A área abandonada de 4 mil hectares ficou degradada por conta do monocultivo de cana-de-açúcar. O MST decidiu ocupar e plantar café, milho e hortaliças, além de criar galinhas.

O acampamento também contava com a presença de funcionários que ficaram sem indenização após a falência da empresa, acrescenta a reportagem. 

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247