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Mulher condenada por atacar casal gay e atropelar pedestre é presa em aeroporto de SP

O cumprimento do mandado de prisão preventiva foi realizado por policiais civis após decisão judicial

Jaqueline Santos Ludovico (Foto: Reprodução)

247 - A empresária Jaqueline Santos Ludovico, de 35 anos, foi presa na quarta-feira (4) ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. Segundo o Metrópoles, a Justiça decretou a prisão preventiva após constatar que ela viajou para a Espanha sem autorização judicial, descumprindo medidas cautelares impostas em outro processo criminal.

Embora Jaqueline já tenha sido condenada por injúria racial após um ataque homofóbico contra um casal gay em uma padaria no centro da capital paulista, a nova prisão está relacionada a um caso distinto: um atropelamento seguido de fuga ocorrido em 14 de junho de 2024, na avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste de São Paulo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a empresária foi presa com o advogado presente, não ofereceu resistência à abordagem e não portava nada ilícito. O cumprimento do mandado de prisão preventiva foi realizado por policiais civis após decisão judicial.

A Justiça determinou a prisão depois de ser informada de que Jaqueline deixou o país sem autorização prévia. A viagem à Espanha configurou violação direta das medidas cautelares que ela cumpria por causa do atropelamento registrado em 2024, quando um homem foi atingido e a motorista deixou o local sem prestar socorro.

No caso do ataque homofóbico, Jaqueline é a mulher que aparece em um vídeo gravado em fevereiro de 2024, em uma padaria no bairro de Santa Cecília, no centro de São Paulo. As imagens, registradas pelo engenheiro civil Adrian Grasson, de 32 anos, mostram o momento em que ela agride fisicamente o casal, profere ofensas e afirma que “valores estão invertidos”. Adrian estava acompanhado do namorado, o assessor de imprensa Rafael Gonzaga, também de 32 anos.

Após a agressão, Rafael Gonzaga saiu do local com sangramento no nariz, segundo o registro feito pelas vítimas. O episódio teve grande repercussão nas redes sociais e levou à condenação de Jaqueline por injúria racial, conforme decisão judicial já proferida.

Antes disso, a empresária já havia sido presa em flagrante em junho de 2024 por atropelar um homem de 32 anos na avenida Francisco Matarazzo. Câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo, um Honda HRV vermelho, atinge a vítima em alta velocidade, mesmo com o pedestre sinalizando que estava na faixa.

Após o atropelamento, Jaqueline fugiu, mas voltou ao local acompanhada da irmã. Policiais relataram que ela apresentava sinais de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Na ocasião, ela foi presa em flagrante e, horas depois, a detenção foi convertida em prisão domiciliar porque, segundo a Justiça, a mulher tem filhos menores de idade.

Com a viagem internacional sem autorização e o descumprimento das medidas impostas, a Justiça entendeu que houve quebra das condições estabelecidas anteriormente e determinou a prisão preventiva. O caso segue sob responsabilidade das autoridades paulistas, que agora apuram os próximos desdobramentos judiciais envolvendo a empresária.

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