Negligência de capitão explica naufrágio na Itália

O procurador Francesco Verusio, encarregado das investigaes, disse que a rota do navio estava errada. A empresa responsvel pelo navio informou que o comandante, no passado, cometeu erros que tiveram consequncias graves

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Agência Brasil - A empresa Costa Cruzeiros, responsável pelo navio Costa Concordia que naufragou na região italiana da Toscana, admitiu que o capitão Francesco Schettino cometeu erros. No acidente, cinco pessoas morreram, 15 ainda estão desaparecidas e mais de 60 pessoas ficaram feridas. As equipes de socorro têm poucas esperanças de encontrar outros sobreviventes. Todos os 53 brasileiros a bordo, segundo o Itamaraty, sobreviveram.

O procurador Francesco Verusio, encarregado das investigações, disse que a rota do navio estava errada. Segundo ele, o capitão da embarcação “aproximou-se de forma imprudente” da Ilha de Giglio. A empresa responsável pelo navio informou que o comandante, no passado, cometeu erros que “tiveram consequências graves”. A Justiça da Itália determinou a prisão de Schettino e de seu adjunto, acusados de homicídio múltiplo, naufrágio e abandono de navio bem antes da retirada dos passageiros.

As autoridades italianas avançam ainda nas investigações para tentar descobrir as causas do acidente. As caixas-pretas do navio começaram a ser analisadas e as primeiras avaliações indicam que a embarcação estava muito próxima da costa – menos de 150 metros da terra firme. Também há indicações de que a Guarda Costeira só foi informada do acidente pela tripulação cerca de uma hora depois da colisão com o rochedo.

Na madrugada de hoje (16) mais dois corpos foram localizados. Os cadáveres de dois homens idosos, um italiano e um espanhol, foram descobertos próximos da cozinha de um dos restaurantes do navio, vestidos com coletes salva-vidas. As outras três vítimas eram dois passageiros franceses e um tripulante peruano.

Os primeiros relatos revelam detalhes sobre o momento do naufrágio. Segundo testemunhas, houve briga para o acesso aos coletes salva-vidas e parte da tripulação não estaria preparada para orientar os passageiros. Os diversos idiomas a bordo também dificultaram a comunicação na hora da evacuação do barco.

Mais de 4,2 mil pessoas, de 60 nacionalidades, das quais 53 eram brasileiros estavam a bordo na hora do acidente na noite de sexta (13) para sábado (14). A maioria dos passageiros era formada por italianos, franceses e alemães. Dos 53 brasileiros, 47 eram passageiros e seis tripulantes. Segundo o Itamaraty, todos os brasileiros sobreviveram.

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