Nem: R$ 100 milhões/ano para dividir com policiais

Foi o prprio traficante Antnio Francisco Bonfim que confessou o esquema de extorso com a chamada "banda podre" no primeiro depoimento revelado pela polcia; criminoso j est com novo visual no presdio Bangu 1

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A Secretaria de Segurança Pública divulgou nesta quinta-feira a primeira foto do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, em Bangu 1. Já careca e com o uniforme da carceragem, Nem não deve permanecer por muito tempo no Rio, segundo declarações do governador Sergio Cabral. Ele foi preso no final da noite da última quarta-feira (9) no bairro da Lagoa, na zona sul da capital.

Num longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, Nem afirmou que metade de seu faturamento com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares da banda podre.

O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano.

O depoimento revelou ainda o plano de fuga. Caso conseguisse escapar do cerco da polícia, Nem seguiria para a Região dos Lagos, no litoral fluminense, segundo uma fonte da Polícia Civil. O local escolhido seria a cidade de Arraial do Cabo. O plano era fazer passeios de barco em alto-mar. De acordo com a polícia, existe a possibilidade de bandidos do primeiro escalão da quadrilha de Nem já estarem em Arraial.

Com a prisão de Nem, dois traficantes surgem como prováveis sucessores no comando da quadrilha: Rodrigo Belo Ferreira, o Rodrigão ou Thiago Schirmmer Cáceres, o Pateta, que eram mais próximos do chefão da Rocinha.

A casa de Nem na Rocinha revelou o alto padrão de vida do traficante. O imóvel tinha academia de ginástica, salão de festas e eletrodomésticos como TVs de LCD. Nem também tinha no guarda-roupa diversos ternos da griffe Armani e cordões de ouro. Familiares do bandido, como seus pais e a mulher, podem ser indiciados por lavagem de dinheiro do tráfico.

 

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