No Rio, aumenta a intolerância religiosa com ataques de traficantes evangélicos

Os casos de intolerância religiosa no estado do Rio tem um detalhe peculiar: passa a envolver traficantes e evangélicos. Após ataques a terreiros de umbanda e candomblé na Baixada, a polícia identificou o mandante e prendeu oito acusados de integrar seu grupo, o chamado Bonde de Jesus. Estima-se que atualmente existam 200 terreiros sob ameaça

(Foto: Reprodução/Facebook)

247 - Os casos de intolerância religiosa no estado do Rio de Janeiro tem um detalhe peculiar: passa a envolver traficantes e evangélicos. Após ataques a terreiros de umbanda e candomblé na Baixada Fluminense, a polícia identificou o mandante e prendeu na semana passada oito traficantes acusados de integrar seu grupo, o chamado Bonde de Jesus. Estima-se que atualmente existam 200 terreiros sob ameaça. Os casos são investigados pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), criada em 2018. 

De acordo com a polícia, o mandante é Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, do Terceiro Comando Puro (TCP), um dos criadores do Bonde de Jesus, vertente inédita da intolerância religiosa no Estado. 

Investigações apontam que a peculiar relação entre religiosos e criminosos aconteceu após a TCP ser convertida por uma igreja neopentecostal. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, "há informações, ainda não confirmadas, de que Peixão teria sido ordenado pastor". "Trata-se de uma característica específica dessa facção, não sendo reproduzida nem pelos demais grupos de traficantes nem por milicianos", destaca a reportagem.

"A situação de intolerância sempre existiu, mas tivemos uma piora quando indivíduos ligados à cúpula de uma facção resolveram se converter”, afirma o delegado da Decradi, Gilbert Stivanello. "Eles distorcem a doutrina religiosa e agridem outras religiões, sobretudo as de matriz africana".

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