No Rio, número de ônibus incendiados este ano supera 2016, diz Fetranspor
A Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio) repudiou os ataques a oito ônibus ocorridos na Zona Norte do Rio e município de Duque de Caxias; segundo a federação, em 2017 são nada mais que 50 ônibus incendiados, superando todo o ano de 2016 (43); "O custo estimado para a reposição da frota incendiada este ano já chega a R$ 22 milhões", diz; uma guerra entre facções de traficantes na zona norte da capital, terminou com pelo menos 45 pessoas presas e seis feridas, dentre elas três policiais, que estão fora de perigo
Rio 247, com Agência Brasil - A Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) repudiou os ataques a oito ônibus ocorridos na Zona Norte do Rio e município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com a entidade, em 2017 são nada mais que 50 ônibus incendiados, superando todo o ano de 2016 (43).
"O custo estimado para a reposição da frota incendiada este ano já chega a R$ 22 milhões. E com a crise econômica e o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão não há garantia para a compra de novos veículos, que podem demorar até um ano para entrarem em circulação", diz a nota.
Em 2016, com 43 ônibus incendiados, este custo superou R$ 19 milhões. "Em seis meses, somente na capital, cerca de 70 mil passageiros deixam de ser transportados em cada veículo", conclui a Fetranspor.
Uma guerra entre facções de traficantes na Cidade Alta, em Cordovil, zona norte da capital fluminense, terminou com pelo menos oito ônibus e um caminhão queimados e 45 pessoas presas e seis feridas, dentre elas três policiais, que estão fora de perigo. Ao todo, 32 fuzis, granadas e pistolas foram apreendidas. Mais de três mil crianças ficaram sem aula na região, segundo as secretarias estadual e municipal de Educação.
O major Ivan Blaz, coordenador de Comunicação da Polícia Militar, informou que, por volta das 3h da madrugada, moradores de Cordovil acionaram a corporação por telefone denunciando que uma facção rival da que ocupa a comunidade de Cidade Alta tentava assumir o controle territorial da comunidade.
"Fizemos um cerco e, uma vez cercados, os criminosos invasores acionaram moradores de comunidades que sofrem influência desta facção para promover distúrbios e caos urbano na cidade com a finalidade de dispersar o policiamento no cerco e promover oportunidade de fuga".
Ainda segundo o major, o número de presos e de armas apreendidas prova que a ação teve êxito. No entanto, ele ressaltou que os números também mostram uma realidade cruel no estado. "Somos um dos principais destinos do tráfico internacional de armas, o que expõe a fragilidade de nossas fronteiras", disse. "Isso força a Polícia Militar daqui a enfrentar um mal que polícia nenhuma enfrenta no mundo. Aqui, o policial já está acostumado a ouvir rajadas de fuzil".
