No Rio, pobre que vai a praia de ônibus já é suspeito

Nova medida da Prefeitura do Rio de Janeiro pretende intensificar as revistas em quem desembarca de ônibus nas praias da Zona Sul; coronel Paulo Amêndola, secretário de Ordem Pública de Marcelo Crivella, disse que menores de idade chegam à Zona Sul sem dinheiro; "Como vão voltar? Vão roubar de alguém! Ou dar calote. Os guardas nas areias estarão de olho nessas pessoas", disse; segundo ele, o transporte "despeja" pessoas na orla

Nova medida da Prefeitura do Rio de Janeiro pretende intensificar as revistas em quem desembarca de ônibus nas praias da Zona Sul; coronel Paulo Amêndola, secretário de Ordem Pública de Marcelo Crivella, disse que menores de idade chegam à Zona Sul sem dinheiro; "Como vão voltar? Vão roubar de alguém! Ou dar calote. Os guardas nas areias estarão de olho nessas pessoas", disse; segundo ele, o transporte "despeja" pessoas na orla
Nova medida da Prefeitura do Rio de Janeiro pretende intensificar as revistas em quem desembarca de ônibus nas praias da Zona Sul; coronel Paulo Amêndola, secretário de Ordem Pública de Marcelo Crivella, disse que menores de idade chegam à Zona Sul sem dinheiro; "Como vão voltar? Vão roubar de alguém! Ou dar calote. Os guardas nas areias estarão de olho nessas pessoas", disse; segundo ele, o transporte "despeja" pessoas na orla (Foto: José Barbacena)

Rio 247 - Uma nova medida da Prefeitura do Rio de Janeiro pretende intensificar as revistas em quem desembarca de ônibus nas praias da Zona Sul.

O secretário de Ordem Pública do prefeito Marcelo Crivella, coronel Paulo Amêndola, disse que menores de idade chegam à Zona Sul sem dinheiro e acusa: "Como vão voltar? Vão roubar de alguém! Ou dar calote. Os guardas nas areias estarão de olho nessas pessoas".

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele disse ainda que o transporte "despeja" pessoas na orla. Segundo ele, os meios de transporte construídos na cidade antes da Olimpíada permitiram que pessoas que moram distante consigam chegar às praias da região e associa isso aos maiores índices de criminalidade.

O cientista político Luís Felipe Miguel, da UnB, criticou: "Nem é mais surpresa: caminhamos para trás o tempo todo. O secretário de "Ordem Pública" do Rio está criminalizando quem vai à praia de ônibus. Os guardas precisam ficar 'de olho' nos pobres. Ir à praia sem dinheiro é a antessala do crime - é o coronel quem diz isso".

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