Nordestina e mulher, Luiza Erundina diz que luta contra mais um preconceito: a idade

"Sou nordestina, mulher, de esquerda, solteira. Só faltava eu ser negra", afirmou a deputada federal Luiza Erundina (PSOL). "E agora eu tenho mais um preconceito: a idade", disse ela, 85 anos, que é vice na chapa de Guilherme Boulos na corrida pela Prefeitura de São Paulo

Guilherme Boulos e Luiza Erundina
Guilherme Boulos e Luiza Erundina (Foto: Twitter/Luiza Erundina)
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247 - Aos 85 anos de idade, a deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) destacou o preconceito que terá de enfrentar pela idade na corrida eleitoral deste ano como vice na chapa de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. 

"Sou nordestina, mulher, de esquerda, solteira. Só faltava eu ser negra. Eu teria mais um motivo para lutar por alguma coisa. Contra o preconceito racial. E agora eu tenho mais um preconceito: a idade. Imagina quanto isso é forte", afirmou ela durante entrevista concedida ao portal Uol

"Hoje eu tenho mais um fator para lutar. É para demonstrar que a velhice não é uma doença, muito menos um defeito. As pessoas tratam a velhice como um defeito. Dizem: coitadinha. Nos eventos que acontecem lá na Câmara, ou aconteciam, antes desse momento grave, como conferências e seminários para debater a velhice, o tema era sempre a doença, o cuidador, onde o velho vai ficar. E eu me revoltava", acrescentou.

A pessolista criticou uma nova geração que se classifica como representante de uma "nova geração". "Houve uma renovação muito grande, mais de 40% da Câmara. Estou no sexto mandato. E tem até partido chamado Novo. Mas eu nunca vi tanta cabeça velha", disse. 

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